O espaço das mulheres no cenário político

Enviada em 08/08/2023

O Art.5 da Constituição de 1988, alega que todos são iguais perante a lei, dessa forma, isentando os cidadãos de quaisquer segregação. Todavia, quando fala-se de mulheres no âmbito político, a prática tende a deturpar a teoria, uma vez que as raizes do sistema patriarcal ainda persistam no século atual. Portanto, esse entrave contribui com o crescimento da desigualdade de gênero, consequentemente banalizando a lei de 88.

Apesar dos avanços históricos, a luta das mulheres contra o patriarcado é árdua. Em outubro de 2010, o Brasil presenciava um momento marcante em sua história política, tendo pela primeira vez uma mulher como presidente do país. No entanto, poucos anos mais tarde, Dilma Rousseff veio a sofrer uma interrupção em seu governo, por uma banca majoritariamente masculina, em contraste com o governo de Jair Bolsonaro que perdurou de 2018 à 2022 com número recordista de pedidos de impeachment segundo uma matéria da Wikipédia, e os poderes governamentais se calaram diante essa situação. A vista disso, é imprescindível que as raizes do Brasil colônia sejam definitivamente abolidas.

Em uma segunda análise, o número estatístico de desigualdade de gênero cresce exponencialmente no Brasil, devido ao conceito prévio de que mulheres são geneticamente inferiores. Torna-se deveras preocupante o fato de que essas mulheres, na maioria dos casos políticos não tenham se quer a oportunidade de apresentar na prática os seus propósitos. De acordo com o Observatório Nacional das Mulher na Política, nas eleições para deputado em 2020, 900 municípios não apresentaram nenhuma mulher como eleita. Como consequência disso, muitas mulheres perdem o interesse na disputa pelo espaço já política, fortalecendo a discrepância de gênero.

Torna-se evidente, portanto, a negligência política no Brasil. Em primeiro plano, o ministério das mulheres deverá investir em campanhas midiáticas por meio de redes sociais e TV aberta, a fim de que outras mulheres sejam encorajadas a não temerem ao sistema patriarcal. Ademais, o poder executivo deverá executar projetos políticos que visam a inclusão da mulher. Dessa forma, a teoria do Art. 5 esteja em prática.