O espaço das mulheres no cenário político
Enviada em 14/08/2023
“No meio do caminho tinha uma pedra”, Carlos Drummond de Andrade. O verso do modernista pode ser uma analogia aos empecilhos que existem na política brasileira para a participação feminina nas decisões do país. Desta forma, não há representatividade que contemple a população no geral. Com base nesse viés, é necessário desarticular o machismo estrutural e a negligência governamental.
Primeiramente, a mulher passou a ter o direito de voto apenas durante a Era Vargas durante o século XX, o que demonstra os anos de protagonismo masculino na política brasileira. Ademais, mesmo após esse direito, a base patriarcal que compõe a história permaneceu sendo excludente com a camada feminina, diminuindo suas qualidades, desmerecendo habilidades e colocando como o gênero inferior, incapaz de compreender “as coisas de homem”.
Outrossim, Jonh Locke, filósofo contratualista, defendia que as liberdades dos cidadãos deveriam ser asseguradas pelo Estado. Entretanto, analisando a situação brasileira, nota-se o descaso com a falta de representatividade, sendo inviável existir uma democracia de fato, se os políticos não expressam o povo como ele é. Embora existam avanços, são poucos e não acompanham as mudanças sociais, como a busca feminina por cada vez mais reconhecimento da sua participação no cenário mundial.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução da problemática. Urge que a escola, instituição diretamente ligada à construção de saberes, crie por meio de debates e palestras, oficinas socioeducativas para a formação ética e social, a fim de valorizar e conscientizar os discentes sobre a importância da participação feminina na política, incentivando a entrada delas no poder. Para que assim a pedra no caminho no desenvolvimento da sociedade seja removida.