O espaço das mulheres no cenário político

Enviada em 15/08/2023

A biografia “Eu sou Malala”, escrita por Malala Yousafzai, conta a história de uma jovem ativista, que foi baleada brutalmente pelo Talibã, após divulgar publicamente denúncias de atentados e práticas criminosas contra mulheres estudiosas e políticas no Paquistão. O ocorrido em questão pode ser observado em diversos contextos, ressaltando que o espaço das mulheres no cenário político carrega consigo invalidação e desrespeito.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, em 1948, a ONU criou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Tal documento, visa assegurar o direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal, garantindo que toda e qualquer pessoa tenha o direito de ir e vir. Em contrapartida, é notável que a mulher, no cenário político mundial, recorrentemente é discriminada e ameaçada ao assumir uma posição de liderança ou intelectual, sendo vítima do patriarcado, que assume um mundo comandado por homens.

Ademais, é notável a ausência de medidas governamentais efetivas para combater o preconceito praticado contra as mulheres na política. Nilza Menezes alerta que o machismo estrutural pode ser comparado a uma pandemia, onde há um “virús” sendo disseminado contínuamente, mas não há cura para tal paradigma. Segundo o filósofo contratualista John Locke, trata-se de uma violação do “Contrato Social”, já que a função de garantir a execução dos direitos previstos não é cumprida.

Depreende-se, portanto, a necessidade de resulocionar a problemática apresentada. Para isso, é necessário que a ONU, por meio de Assembéias, reúna os países que precisam desenvolver a sua cultura política, ressaltando a dificuldade que a figura feminina tem de emergir no ambiente político mundial, a fim de tornar mais seguro o que é direito de todos. Assim, jovens como Malala, poderão disseminar conhecimento e representatividade, sem que a sua figura se torne um alvo.