O espaço das mulheres no cenário político

Enviada em 23/08/2023

O filme “Barbie” retrata uma cidade utópica denominada “Barbielândia”, onde reside uma sociedade harmônica e feliz, longe de qualquer revés social. Entretanto, não se presencia um corpo social perfeito no Brasil, haja vista dos entraves da baixa inserção e baixo reconhecimento das mulheres na esfera política. Sendo assim,torna-se imprescindível a discussão de alguns pontos que corroboram para a permanência deste problema, tais como a visão social machista da figura feminina e a violência.

Sob essa ótica, é fulcral analisar o protagonismo do machismo como perpetuador do revés. Para tal ação, vale ressaltar que, historicamente, a imagem feminina é tida como inferior á imagem masculina. Na democracia grega, as mulheres não eram consideradas dignas de deliberarem sobre as questões públicas das Cidade-Estado. Saindo da conjuntura histórica grega e indo para a conjuntura hodierna nacional, é sabido que, apesar das mulheres possuírem poder de voto e ocuparem mais da metade do eleitorado, apenas 15% delas ocupam cargos políticos. Partindo desse pressuposto, assuntos que são de interesse para o público feminino, como exemplo a garantia de melhorias da higiene menstrual de meninas carentes, regridem nos parlamentos, que, infelizmente, são compostos em maioria, por homens. Diante disso, é de suma importãncia, aumentar, de forma gradativa, tanto a particpação quanto a representatividade de gênero nos três poderes.

Ademais, ainda partindo da utopia fictícia, é notado que, no “mundo cor de rosa”, não há violência de gênero. Todavia, no cenário real, o incentivo e propagação de notícias falsas , que mancham a imagem das parlamentares e, até, as assassinam, se perpetuam no país. Como exemplos, respectivamente, de montagens macabras da então candidata a vice-presidência em 2018, Manuela D’avila e o assassinato cruel da vereadora Marielle Franco. Isso ocorre, pelo advento das mídias digitais no século XXI, que facilitou a propagação de ódio contra parlamentares femininas.

Portanto, com o fito de criar uma cultura de representatividade, o conjunto dos poderes, que regem o país, devem adotar uma porcentagem mínima de vagas destinadas para as denominadas “cotas de gênero”, para representantes mulheres.