O espaço das mulheres no cenário político
Enviada em 08/10/2023
Um país democrático e pluralista, como o Brasil, demanda a necessidade de uma representação política igualmente diversa. No entanto, para não haver apenas um rosto, normalmente de um homem branco, se faz necessário a criação de espaços mais amplos que garantem que o país conserve e alcance toda a sua capacidade heterogênea, preservando, assim, o bem-estar de todos. Nesse sentido, podemos fazer um pequeno recorte para a vivência geral das mulheres, dentro da sociedade brasileira que, apesar das grandes conquistas feitas na constituição federal de 88, ainda se encontram num cenário de desigualdade. Isso nos permite uma aproximação ainda mais minuciosa da nossa história política, avaliando como tem ocorrido a representatividade feminina nesse ambiente.
Ademais, nossas raízes políticas são consequência da colonização do Brasil. Esse processo foi fortemente influenciado pelas políticas europeias. Que possuíam um sistema político, econômico e social estruturado pelo patriarcado. Como consequência, conferimos poder e autoridade aos homens em detrimento das mulheres. Em todos 130 anos republicanos do Brasil, até os dias de hoje, tivemos apenas uma presidente, Dilma Rousseff, uma revelação do quão limitada está a nossa representação feminina.
Ser a maioria definitivamente não é sinônimo de equidade de direitos. Segundo o IBGE, no Brasil, existem mais mulheres do que homens. Essa pesquisa mostra que, em 2022, apenas 48,9% dos brasileiros são homens e 51,1% são mulheres. Em contraposição, temos os dados levantados pelo próprio senado federal, ao qual nos mostra que, em 2020, nas eleições, ocorreu a candidatura de 66,41% de homens e 33,54% de mulheres, onde apenas 12,2% conseguiram ser prefeitas eleitas, contrapondo os 87,8% de prefeitos homens.
Conclui-se a importância de maior fiscalização do TSE, em detrimento a Lei Eleitoral 9504/97, que garante cota de 30% para canditadas, como também, aumentar o incentivo financeiro dessas campanhas; formar rede de apoio com candidatas mais experientes; elaborar e fornecer cursos preparatórios para capacitação, tudo isso visando incluir mulheres nas políticas públicas do país.