O espaço das mulheres no cenário político

Enviada em 04/11/2023

Na Inglaterra inserida no contexto da sexta década do século XVIII, encontrava-se um cenário patriarcal, onde os homens ocupavam majoritariamente o espaço político do país. Em oposto a este fato, as mulheres lideravam a mão de obra em fábricas baseadas no novo modelo de produção que se tornaria mundial. A esse quesito, a dissertação deve se pautar pelo fato de que, no contexto atual, ainda persistem as diferenças salariais e de representantes nos três poderes da democracia. Essas diferenças têm origem em dois principais problemas: o preconceito social e a omissão estatal.

Inicialmente, é necessário discutir os efeitos do preconceito enraizado na sociedade. Na visão do físico alemão Albert Einstein - “É mais fácil desintegrar um átomo que o preconceito” - Nesse viés, a fala do cientista traz à tona o preconceito construído em séculos sob uma visão misógina que afirma que lugar de mulher não é na política, e sim em posições de menor hierarquia e privilégio social, reforçando um sentimento de não pertencimento das mulheres no cunho político, consequentemente aumentando as diferenças representativas por conta do receio.

Ademais, é importante também desocultar a omissão estatal referencial a problemática. Segundo a visão do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, uma instituição estatal que não cumpre sua função social viraria uma “instituição zumbi”. Sob esse viés, há de se correlacionar com a falta de leis inclusivas e que demandem uma distribuição de cargos igualitária nos três poderes. Agravando uma construção desigual e nociva para as mulheres nesses espaços políticos.

Portanto, é importante atenuar os obstáculos de preconceito e ineficácia da lei. Para isso, cabe as mídias amenizarem essa desigualdade citada, por meio de campanhas de incentivo político para mulheres em horários nobres da televisão brasileira, a fim de mudar a perspectiva social como um todo do pertencimento da mulher no cenário político. Além disso, é dever do Governo Federal fiscalizar a devida repartição de cargos nos três poderes através do MP, órgão responsável pela fiscalização do devido funcionamento do governo federal, com o objetivo de coordenar tal ineficácia legislativa. Direcionando então o brasil para um futuro próspero.