O espaço das mulheres no cenário político
Enviada em 21/04/2024
O filme “Barbie”, dirigido por Greta Gerwig, retrata um mundo mágico onde as Barbies vivem em harmonia, podendo seguir qualquer profissão. Paralelamente, essa utopia contrasta com a realidade da baixa representatividade feminina na política, refletida no fato de que apenas 15% dos membros da Câmara Federal do Brasil são mulheres, evidenciando o machismo enraizado na sociedade e sua influência na participação das mulheres no governo.
Em primeira análise, é inegável que o machismo sempre permeou no âmbito social, especialmente no espaço político, como evidenciado em Atenas, onde as mulheres, por não serem consideradas cidadãs atenienses, eram proibidas de participar da vida política. Nesse contexto, segundo a filósofa Hannah Arendt, “quem habita este planeta não é o Homem, mas os homens”, ou seja, a supervalorização masculina impulsiona a opressão feminina, promovendo inferiores percentuais de inclusão, no qual, apenas 33,54% das candidaturas foram femininas nas eleições de 2020, de acordo com dados do TSE.
Ademais, é indispensável afirmar o medíocre acesso à participação governamental da mulher no Brasil, já que o país ocupou a posição 109 no ranking entre 120 nações pesquisadas pela União Interparlamentar. Sob esse viés, apesar da situação precária, em 2022, o país contava com 91 mulheres na bancada federal da Câmara, incluindo seis deputadas gaúchas, e testemunhou a eleição da primeira governadora mulher de Pernambuco, Raquel Lyra. Deste modo, conforme a análise de Karl Marx sobre a luta de classes na história da sociedade, é necessário descentralizar o poder político, otimizando a participação feminina neste espaço atualmente dominado por homens.
Destarte, torna-se essencial, a tomada de medidas em prol da atuação da mulher no âmbito governamental. Urge, portanto, a criação de ONGs, por agentes do Ministério da Mulher, com o intuito de erradicar a proliferação do pensamento machista neste meio, além de incentivar a candidatura de mulheres a cargos políticos. Outrossim, é necessário o debate do tema sobre a baixa representatividade feminina na política brasileira, pelo Observatório Nacional da Mulher na Política, visando mitigar o desenvolvimento desse problema.