O espaço das mulheres no cenário político

Enviada em 02/06/2024

Embora, na Grécia Antiga, o sistema de governo fosse democrátivo - muito dife-rente da demo-cracia atual no Brasil-, a mulher não tinha espaço para eleger, muito menos para ser eleita. No en-tanto, a modelo político contemporâneo brasileiro não é tão diverso da do berço da democracia, pois, ainda não se tem, proporcionalmen-te, mulheres no cenário político no país. Isso não só ocorre porque houve um atra-so na equiparação do direito das mulheres de serem elegíveis, mas também pelo motivo da sociedade ser extremamente machista.

Sob esse viés, é fato que foi tardia a questão da representação feminina, tanto para votar, quan-to para ser votada. Isso pode se muito bem entendido quando o-lhamos para a formação do Brasil, pois houve um processo de aculturamento, vin- do do ocidente, o qual nos induziram a copiar, inclu-sive, as questões aos nossos di-reitos. Muito embora, só no século XIX, na Europa, as mulheres, tar-diamente, de-ram início ao movimento sufragista, enquanto que apenas no século seguinte as brasi-leiras lutariam por seus direitos, garantido, assim, pelo Decreto de Gétulio Var-gas. Ainda assim, tais direitos não são uma real garantia, já que 85% da Cãmara dos Deputados e 88% do Senado é forma-do por homens, segundo site camara.leg.br.

Além disso, esse traço de sociedade machista e patriarcal, herdado também dos europeus, é ou-tro entrave a ser enfrentado, uma vez que contribui para diminuição do espaço feminino na política. Por exemplo, segundo dados do TSE-Tribunal Supe-rior Eleitoral, existem muito mais mulheres vo-tante do que homen, o que deveria refletir também na ocupação dos cargos. Entretanto, cultural-mente, não foi per-mitido a, como se houvesse de existir permissão, as mulheres de ocupar posição de poder. Em tempo, o filme “A Mulher Rei” exemplifica bem tal cenário no Brasil, pois, assim como mostra a obra, o país se comporta de forma análoga, ou seja, com os homens no poder, como se o cargo fosse hereditário.

Portanto, cabe ao Legislativo - competente para legislar e fiscalizar o Executivo-, propor lei que divida as vagas de forma equânime e, não apenas, mínimo como se fosse cota. Isso ocorrerá por meio sucessivas eleições, caso não haja ocupação dos referidos cargos por mulhetes. a fim de ate-nuar a condição feminina, devido ao atraso na sua inserção na política, assim como, o machismo a-tuante, igualmente como ocorreu no, espetacular filme, “A Mulher Rei”. Só assim, o espaço da mu-lher será garantido e a suposta “hereditariedade” não será mais um problema desse cenário.