O espaço das mulheres no cenário político
Enviada em 18/08/2024
A Constituição de 1988 - norma máxima na hierarquia do sistema jurídico brasi-leiro - pressupõe, em suas diretrizes, o igualdade de todos os cidadãos perante a lei e os direitos inalienáveis referentes a cada indivíduo. Entretanto, percebe-se, con-temporaneamente, no Brasil, a transgressão do discorrido na Carta Magna ao analisar o espaço reduzido que as mulheres ocupam no cenário político nacional. Assim, faz-se imperioso entender que esse panorama vigente é oriundo de uma formação cultural patriarcal bem como da mentalidade egocêntrica.
Sob um prisma inicial, aponta-se para a herança colonial como um preponderan-te fator que fomentou a construção de uma sociedade que reduzia a presença da mulher aos afazeres de sua casa. Por esse ângulo, o corpo social era majoritaria-mente formado pela presença masculina nas atividades públicas, repulsando e dis-criminando a participação feminina, no que concerne a política, o que as tornava elementos figurativos perante a figura do homem. Nessa ótica, entretanto, é lícito referenciar a Revolução Francesa, ocorrida no século XVIII, como o início da ruptura desse paradigma patriarcal, na qual apesar das amarras sociais contou a contri-buição das mulheres que demonstraram sua força e a própria atuação política ao liderarem grandes eventos a exemplo da Marcha das Mulheres em Versalhes.
Ademais, ante uma égide secundária, vale salientar que apesar da legislação pre-gar a participação igual na política a execução do proposto na Constituição não ocorre como deveria. Diante dessa ótica, movidos por questões individualistas e machistas o universo masculino dentro da política acaba por buscar favorecer os seus semelhantes visando uma governança que atendam as suas próprias deman-das. Nessa perspectiva, por meio de dados da pesquisa realizada pela plataforma politize é perceptível que a cada 7 vereadores homens apenas 1 é mulher, além de tratamentos desiguais e falta de recursos segundo dados do Relatório Luz.
Depreende-se, portanto, a necessidade de mitigar os imbróglios que acometem o sistema social atual, no país. Destarte, cabe ao governo federal, por meio de fisca-lizações e coleta de dados eficientes, garantir a participação legal feminina, a pu-nição de descumprimentos e ações de representatividade, objetivando a busca da equidade. Dessa maneira, uma sociedade que visa a integração concretizar-se-á.