O espaço das mulheres no cenário político

Enviada em 06/10/2024

A Constituição Federal de 1988 - conjunto de leis que regem a sociedade brasileira - destaca que é dever do Estado assegurar a equidade à participação política de ambos os gêneros no país. Todavia, em virtude da ausência da mulher no cenário político ser uma realidade no Brasil, é válido reconhecer como o Poder Público age de modo ineficaz e, pior, não cumpre o seu papel social, conforme a Constitução. Sob essa perspectiva, é possível analisar a negligência estatal e o patriarcalismo como os pilares do problema.

De início, percebe-se que a falta de colaboração governamental fomenta a permanência do entrave na sociedade, visto que a maior parte das cadeiras do parlamento estão ocupadas por homens. Nesse viés, ao destacar a ideologia de Aristóteles, filósofo grego, em que: “os cidadãos aptos a participarem de tomadas políticas são, exclusivamente, homens e donos de riquezas”, nota-se correlação com a problemática, uma vez que a negligência do governo inibe a participação feminina e, além disso, não a trata como uma necessidade. Assim, percebe-se a urgência de proporcionar oportunidades para esse grupo.

No mais, vale ressaltar o patriarcalismo como um fator que dificulta a atenuação do empecilho, dado que, ainda em tempos contemporâneos o machismo ainda é um obstáculo social. De acordo com Pierre Bourdieu, sociólogo francês: “a sociedade incorpora as estruturas sociais”, isto é, a reproduz com naturalidade. Nessa ótica, nota-se a tradição que oblitera os sonhos da mulher desde a sua infância, imposta pelo seu pai (o patriarca da família), sendo o grupo atribuído aos serviços domésticos. Isso porque, pessoas acostumadas com essa grave situação permitem que ela continue em evidência.

Urge, portanto, a adoção de medidas que combatam essa tribulação. Nesse sentido, o Governo deve eliminar o patriarcalismo e a negligência governamental, por meio de uma assembléia com partidos que buscam os direitos femininos. Assim, sintetizando cotas que visem a equidade dos gêneros, além da sanção de uma lei que direcione a reclusão social àquele que praticar o machismo, para que, por fim, haja a democratização da participação da mulher no cenário político brasileiro.