O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 28/04/2026
O documentário “Neymar – o caos perfeito”, lançado em 2023, retrata sua árdua trajetória no futebol brasileiro desde a conquista de Champions Leagues até a saída da vila para adentrar nesse mundo. Por analogia, pode-se associar o esporte como uma ferramenta de inclusão social no Brasil, visto que o caso do jogador exemplifica isso. Sendo assim, é preciso analisar duas vertentes: o impacto das desigualdades sociais e a implementação de deficientes ao esporte.
Nesse sentido, infere-se que o acesso ao esporte é desigual devido à renda ressaltando um importante pilar. Sob essa perspectiva, a classificação de critérios para a adequação tornou-se responsável pela divisão perdendo a essência do mundo esportivo, tendo como base a integração social e ascensão de méritos. Como exemplo disso, o esporte tênis desde sua criação, elitiza os jogadores devido aos acessórios (raquetes e clubes), o tenista João Fonseca evidencia a realidade de boas condições financeiras, no qual junto a treinos destacou-se no esporte brasileiro. Diante desta perspectiva, é preciso refletir quantos outros destaques poderiam surgir dentro de periferias.
Deve-se pontuar, outrossim, que a inclusão de pessoas com deficiência no esporte brasileiro ainda enfrenta dificuldades, principalmente pela falta de acessibilidade e incentivo. Nesse contexto, embora o esporte seja integrador, a ausência de estrutura adequada, profissionais preparados e políticas públicas eficazes dificulta a participação desse grupo. Assim, muitos acabam sem acesso aos benefícios físicos e sociais do esporte, o que reforça a exclusão já presente na sociedade. Como exemplo, apesar do destaque de atletas paralímpicos em competições internacionais, o dia a dia ainda é marcado pela falta de investimentos e chances.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de medidas para amenizar a problemática. Dessa maneira, constata-se que é função do Estado, órgão responsável pela população, implementar, a princípio, centros esportivos para apresentá-los a todos, com a finalidade de inclusão. Ademais, simultaneamente, o Ministério do Esporte, órgão público esportivo, deve ampliar o acesso de pessoas com deficiência às práticas esportivas, por meio da criação de programas de incentivo e da destinação de verbas para a adaptação de espaços públicos e escolares.