O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 23/10/2018
Consagrada com o célebre título de berço civilizacional do Ocidente, a Grécia Antiga foi pioneira na criação de um dos festivais mais renomados internacionalmente, que por tamanha influência fora capaz de cessar Guerras internas e promover uma nova faceta nas disputas entre Cidades-Estados. Desassociando-se do princípio da sua origem, as Olimpíadas da contemporaneidade não tem como intuito promover adoração aos Deuses, mas sim de gerar inclusão dos jovens e, desse forma, moldá-los como cidadãos. Dito isso, necessita-se assegurar a durabilidade de tal proposta de maneira eficiente.
Outrossim, o Brasil mesmo caracterizando-se por uma nação com grande potencial de ascensão, torna-se um país com ideais ultrapassados por ainda marginalizar a parcela populacional englobadora dos deficientes e pobres, realidade na qual se torna tão presente como a de Roma, onde tudo aquilo que ia contra aos padrões normativos eram socialmente repugnados. Acrescenta-se a isso a citação de Ghizoni, na qual afirma-se que medidas como o esporte são grandes responsáveis por gerar o conceito de solidariedade e formação do caráter aos jovens, acrescentando-se o fato de um esportista custar ao Estado 10 vezes menos que um presidiário, sendo essa a medida mais apropriada e viável no combate a desigualdade.
Ademais, os Jogos Olímpicos realiza papel primordial a uma nação por promoverem melhorias na infraestrutura onde é sedeada, ascendendo aspectos positivos para todo o país por somar-se ao fato de exercitar a disciplina e ser efetiva quanto a desassociação da parcela mais nova da sociedade com a miséria, exemplo do caso de Bianca Araújo que hoje consagra no basquete feminino, vagava pelas ruas como catadora de lixo desde sua infância. Além de uma ferramenta social no combate contra a pobreza, o esporte destaca-se em seu papel fundamental à educação, poste que houve uma queda drástica nos abandonos escolares ondo o projeto Tempo/PanSocial faziam-se presentes, chegando a taxa dos 0,8%. Por fim, há maior inclusão dos deficientes, parcela que vem ganhando visibilidade mundial graças aos Jogos Paraolímpicos responsáveis por abrirem portas à ruptura de antigos preconceitos acerca dessa parcela anteriormente vista como limitada.
Dessa maneira, faz-se extremamente importante a integração do Ministério do Esporte na promoção de projetos feitos em parceria ao Ministério da Educação e promovidos efetivamente em escolas, bairros e disseminados por meio de profissionais formados para treinar crianças em toda a comunidade nacional a fim de garantir cobertura às parcelas mais necessitadas para diminuir a miséria e promover a integração desses no esporte, garantindo assim a possibilidade de ascensão social e formação dos jovens como melhores cidadãos longe de caminhos como o crime e abandono escolar.