O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 17/10/2018

O esporte é uma importante arma social para melhorar o desenvolvimento da nação, pois tende a favorecer os aspectos físicos, sociais e psicológicos do indivíduo, de modo a beneficiar todo o contexto envolto por ele, como profissional, estudantil e de lazer. Desse modo, diante de uma população altamente egocêntrica e insensível, caracterizada por Zygmunt Bauman como modernidade líquida, é crucial que haja mais investimentos em atividades desportivas, já que poderão contribuir com uma interação social mais harmoniosa, baseada em valores éticos e respeito à diversidade, bem como por meio da inclusão social e minimização das discrepâncias econômicas.

Vale ressaltar que, segundo pesquisa feita pela Universidade de Illinois, o esporte pode ser usado como aliado para minimizar os efeitos das desigualdades sociais, ao promover inclusão e educação, pois tende a ajudar na formação ética, por disseminar valores, exigir ordem, disciplina, paciência e dedicação. Ademais, também é uma ferramenta de socialização, capaz de aumentar o respeito a alteridade, devido a intensa cooperação e interatividade com uma pluralidade de pessoas. Nesse sentido, o Brasil dispõe de inúmeros casos de sucesso e superação econômica conseguidos por intermédio de projetos sociais, como o denominado Vôlei Nova Trento, que possibilitou a inclusão de diversas voleibolistas em times profissionais, como Gabriella Rocha e Rosamaria.

Outrossim, de acordo com o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o esporte pode servir como uma forma de inclusão para os deficientes físicos, visto que, pode promover a independência e autoconfiança para a realização das atividades diárias, além de uma melhora do autoconceito e da autoestima. Sob essa ótica, apesar da Constituição Federal garantir a integração social dos portadores de necessidades, nota-se a insuficiência de projetos governamentais voltados a oferta de atividades paradesportivas, que poderia melhorar a qualidade de vida desse grupo.

Portanto, para usufruir mais significativamente dos benefícios sociais oriundos do desporte, o Ministério do Esporte deve direcionar investimentos para os centros esportivos, a fim de melhorar a infraestrutura e melhor atender os atletas. Ademais, também deverá construir novos centros em regiões mais afastadas para que a oportunidade de vivenciar o esporte chegue aos grupos de maior vulnerabilidade social. Assim, esses ambientes devem contemplar diversas modalidades, como natação, vôlei, basquete e futebol, inclusive com acessibilidade para os deficientes físicos, com o intuito de popularizar o esporte conforme o perfil do indivíduo. Dessa forma, o Brasil poderá tornar-se um país mais igualitário e justo, com mais oportunidades para os jovens e menor divergência financeira e social.