O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 18/10/2018

Desde os processos denominados revolução industrial e a ascensão do capitalismo, o mundo vem, demasiadamente, priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Nesse sentido, no Brasil, é notório que as discussões em relação ao esporte como ferramenta de inclusão social vem crescendo nos últimos anos, devido a falta da valorização do Estado, o que de fato é pouco desenvolvido e pouco explorado por ele, sem levar em conta os benefícios que trariam para a população brasileira- o que evidencia uma crise social.

É indubitável que a questão Constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta da valorização do esporte rompe essa harmonia, quando se poderia pensar em vários fatores positivos, como a  questão da igualdade, trabalho coletivo e disciplina, relação com diferentes ideais, além da busca por lazer e uma vida mais saudável; haja vista que, embora esteja previsto na Constituição o princípio da isonomia, no qual todos deve ser tratados igualmente. Ainda que isso não seja respeitado, uma vez que a falta da valorização do esporte persiste na sociedade.

Outrossim, destaca-se o Governo e a população como impulsionadores do problema. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotado de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o esporte como ferramenta de inclusão pode ser encaixado na teoria do sociólogo, uma vez que, a falta de interesse da grande parte da população em cobrar do governo investimentos na área de esporte, com objetivo de visar a  própria saúde, além de ser referência como uma maneira de as pessoas ingressarem no mercado de trabalho, o que é muito visado por jovens e adolescentes, principalmente de comunidades carentes. Basta refletir em relação ao jogador de futebol Gabriel Jesus, que vindo de família humilde e baixa renda, com seu desempenho e esforço conseguiu se tornar um grande craque  e referência para  o país e para os jovens.

Portanto,  o Governo deve desenvolver projetos e infraestrutura  na área esportiva, criando centros e parques acadêmicos que visem todas as idades,  a fim de que a população tenha mais interesse e facilidade em buscar o lazer e o trabalho no exercício mental. Logo, o Ministério do Esporte deve buscar através da mídia e das redes sociais aqueles jovens e adolescentes  que querem ingressar na carreira esportiva, a fim de construir o progresso sem desconsiderar a ordem.