O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 23/10/2018

Países subdesenvolvidos, como a Argentina e a Costa Rica, possuem em suas escolas públicas políticas de inclusão social através do esporte. No entanto, no Brasil, a ausência do Estado em prover medidas afirmativas para reduzir a exclusão social por meio dos esportes, põe o país cada vez mais longe em alcançar melhorias no bem-estar social.

A priori, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2015, sobre o desenvolvimento escolar dos alunos de escolas com incentivo a esportes em comparação às que não dispõem, a oscilação das taxas de reprovação dos dois modelos são alarmantes. Seguindo essa linha de pensamento, o boletim deixa evidente que atividades extracurriculares ajudam a manter os estudos mais atraentes e, por consequência, diminuem a exclusão social. Logo, a negligência do Governo em auxiliar com investimentos às instituições públicas é o fator incontestável contra à melhoria social.

Sob outro viés, a prática esportiva é considerada como algo muito mais importante do que apenas uma atividade física ou fator de qualidade de vida; ela é capaz de unir diferenças entre povos. Assim, fica claro que, além de frear a exclusão social, o esporte é capaz de conectar culturas e costumes de diversas regiões do Brasil. Nesse âmbito, nota-se que esse compartilhamento de multiplicidades torna os indivíduos mais aptos a entender e a respeitar as diferenças.

Visto isso, faz-se necessária a reversão de tal contexto. Para isso, é necessário que o Governo Federal destine investimentos sólidos a projetos esportivos vigentes de inclusão social às instituições públicas, como a construção de espaços poliesportivos e suas devidas manutenções, a fim de reduzir progressivamente a exclusão social e oferecer mais oportunidades a famílias e crianças de baixa renda. Dessa maneira, uma sociedade mais democrática será alcançada.