O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 19/10/2018
Futebol,voleibol, ciclismo e atletismo: estes são alguns dos esportes mais populares do Brasil, que dentre vários benefícios, como a melhora da concentração, o aumento da autoconfiança e a redução do estresse e da depressão, ainda podem ser uma ferramenta de inclusão social. Entretanto, no contexto social vigente, há entraves para o esporte contribuir dessa forma, seja pelo baixo investimento governamental nas escolas, seja pelo comodismo da era digital.
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, algumas instituições sociais -dentre elas, o Estado- perderam sua função social, mas conservaram sua forma, configurando-se,assim, como “instituições zumbis”. Nessa lógica, é notório que o Governo se identifica como uma “instituição zumbi”, pois não cumpre sua função de investir no esporte nas escolas públicas, uma vez que faltam quadras e objetos esportivos, apesar da importância de incluir os jovens socialmente, especialmente os das periferias, visto que são de classes inferiores e tendem à uma menor inserção no meio social. Dessa forma, é fundamental mudar essa situação, haja vista que, quando há incentivo, há uma tendência de mudar a realidade, afinal, todos não têm oportunidades de participar de clubes, como a jogadora alagoana, Marta Santos, eleita cinco vezes como a melhor jogadora do mundo pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).
Vale refutar, outrossim, que outro impasse é o comodismo da população juvenil hodiernamente. Tal fator está relacionado com a Terceira Revolução Industrial -também chamada de Revolução Técnico-Científica-Informacional- por trazer consigo o advento da internet e de aparelhos tecnológicos. Por conseguinte, a dependência dos jovens -com o vício nas redes sociais e jogos de vídeo game, principalmente- os impedem de praticar esportes, apesar de ser essencial para a sua interação e convívio em grupo. Além disso, os maiores culpados são os pais, por conta de sua inobservância, por não restringirem o uso das tecnologias, na qual intensifica, desse modo, o imbróglio.
Destarte, a negligência estatal aliado à dependência tecnológica dos jovens são os principais fatores da problemática. Para mudar essa situação, é mister o Estado juntamente com o Ministério do Esporte, cumprir sua função de investir nas práticas esportivas nas instituições de ensino públicas, por intermédio de subsídios nos governos estaduais, para estes construírem quadras esportivas e verbas para objetos esportivos -como bolas de futebol e voleibol- a fim de incentivar essas práticas nas aulas de Educação Física, para haver uma interação social. Ademais, é crucial que os pais restrinjam o uso dos aparelhos tecnológicos,por meio de tabelas com horários específicos - de celulares, por exemplo- com o fito de seus filhos praticarem algum exercício, em vez de utilizarem demais as tecnologias.Com isso, o Estado deixará de ser uma “instituição zumbi”, mediante as ações para a inclusão social juvenil.