O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 22/10/2018
Atualmente na sociedade brasileira, os esportes não são vistos com tanta relevância no âmbito profissional, pois a cultura do país é de que, em sua maioria, trabalhos padrões como médicos, advogados e em escritórios, são benéficos e garantem um bom futuro para os jovens. No entanto, há uma exceção, em que milhares de jovens sonham em serem jogadores de futebol, para se tornarem bem sucedidos financeiramente e socialmente, como o jogador Neymar, reconhecido mundialmente. Visto isso, outros tipos de esportes são deixados de lado, como esportes olímpicos, os quais deveriam ser tão valorizados como o futebol, uma vez que também são um meio de ascensão e inclusão social.
Em primeiro plano, vale ressaltar a importância dos Jogos Olímpicos no RJ em 2016 para a nação, eles viabilizaram grandiosamente outros tipos de esportes para a população, abrindo portas para a inserção de jovens à um mundo de novas oportunidades de elevação pessoal por meio de métodos não típicos, como o esporte. Tendo isso em vista, tal evento promoveu a criação de locais adequados para o treinamento de diversas modalidades esportivas, como o nado sincronizado, basquete, vôlei, lutas e natação. Tal investimento público será convertido na prosperidade de indivíduos de classes baixas através do esporte como profissão, tornando-se fundamental para sua evolução.
Além disso, há a realização de projetos que incentivam à pratica de esportes para crianças e adolescentes, e auxiliam na manutenção desses na escola, fato essencial, visto que o país se encontra com altos índices de evasão escolar. Segundo o Site Esporte do governo, o “Segundo Tempo” no Rio de Janeiro, é um grande exemplo disso, em que 50.000 pessoas são atendidas, e 99,2 % frequentam regularmente a escola. Assim sendo, o esporte não apenas auxilia no combate ao sedentarismo, devido a movimentação corporal, mas também contribui para que esses indivíduos ascendam socialmente, não apenas pelo esporte mas também pela continuidade da educação estudantil. Ficando claro, que Paulo Freire estava correto ao dizer em sua obra “Pedagogia do oprimido”, que a educação é libertadora e forma cidadãos conscientes de seu espaço na comunidade e de suas capacidades.
Faz-se, portanto, necessária adoção de medidas que viabilizem o esporte como aliado à inclusão social. O Ministério da Educação deverá realizar parcerias com universidades, a fim de oferecer estágios para alunos dos últimos anos do curso de educação física, para que esses realizem um projeto mensal denominado “Esporte para todos”, no qual haverá aulas práticas e teóricas sobre os diferentes esportes, como jogá-los e por fim, como transformá-los em uma carreira profissional. Tal medida fará com que haja um aumento gradativo na taxa de jovens que se profissionalizarão nessa área, ampliando o esporte como forma de elevação social e financeira por meio do conhecimento.