O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 22/10/2018

A sociedade brasileira foi construída com base em um alicerce de desigualdade, que segregou, sistematicamente, os ricos dos pobres. Provas disso são os grandes bailes que foram realizados no Segundo Reinado, cuja participação era exclusiva da burguesia. Contudo, o esporte apresenta-se como um mecanismo de solapamento  dessa estrutura, isto é, de inclusão social. Essa ferramente é, no entanto, nociva, pois muitos estudantes abdicam das escolas para tornarem-se esportistas profissionais.

Em primeiro plano, deve pontuar que o esporte auxilia, em muitos casos, pessoas pertencentes a camadas mais pobres da sociedade. Tal suporte torna-se perceptível ao analisar o futebol brasileiro, por exemplo. Nesse, muitos jogadores tiveram a possibilidade de ascender social e economicamente por conta desse esporte. Ademais, esse soerguimento pode beneficiar outras pessoas, haja vista que muitos desses esportistas investem, principalmente em seus locais de origem, em estruturas, como escolas e quadras esportivas. Isso possibilita um efeito benéfico em cadeia, causado pelo esporte como mecanismo de inclusão social.

Contudo, em segundo plano, alicerçado pela óptica sociológica, evidencia-se que o esporte como ferramenta de inclusão social pode ser danoso a muitos jovens. Esses, cuja maioria pertence às camadas mais humilde da população, veem, por conta de propagandas midiáticas e adoração a ídolos esportistas, os esportes como um meio de superar as nefastas condições socioeconômicas, sem, no entanto, analisar outras possibilidades. Devido a tal observação, amplos contingentes desses abdicam de seus estudos para se dedicarem, somente a essas atividades físicas. Essa desistência torna, caso os jovens não tenham sucesso na vida esportiva, sua mão de obra desqualificada, o que dificulta sua futura inserção no mercado de trabalho; recorrem, conseguintemente, aos subempregos.

Portanto, existem aspectos positivos no esporte como uma ferramenta de inclusão social, não obstante, há aspectos negativos, que devem ser saneados. Assim, o Ministério da Educação deve, em filiação com esportistas que apoiarem esta causa, criar e difundir, nas escolas e mídias sociais, propagandas, cuja função seja informar, concomitantemente, as possibilidades de inclusão fomentadas pelo esporte e a necessidade em dosar a atenção a esse, destacando, assim, a importância dos jovens não abandonarem os estudos para se dedicarem às atividades.