O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 26/10/2018

Sediada no Rio de Janeiro, as Olimpíadas de 2016, trouxeram um legado enorme para o Brasil, valorizando o esporte e quem o pratica. Conquanto, depois de terminadas, o cenário que o Brasil se encontra é de uma reduzida valorização dos atletas e, portanto, a não inclusão social desses. Nesse contexto, isso ocorre devido não só ao pouco incentivo para o aprimoramento dos atletas, quanto pela falta de representatividade dos mesmos no Congresso.

Sob tal enfoque, é evidente que as escolas e faculdades não oferecem subsídios para que os alunos possam ter o esporte como uma forma de inclusão social. Nesse sentido, pesquisas realizadas pela Folha de São Paulo apontam que 70% dos alunos da rede pública não se sentem incentivados pelas instituições a praticarem esportes e o tornarem uma oportunidade de ascensão.

Ademais, é notório que os governantes não representam o interesse desses indivíduos. Nesse viés, é visível que programas que valorizem os atletas e o seu esforço não é debate no Congresso, tornando-se explícito o descaso com essa parcela da população. Sendo assim, eles se vêem em uma situação de desprestígio e concomitantemente, o esporte - que incrementa o desenvolvimento social - não é seriamente tratado.

Destarte, fica claro que medidas são necessárias para a amenização dessa problemática. Para esse fim, é imprescindível que a mídia em consonância com o Ministério da Educação, criem programas de valorização do esporte em escolas e espaços públicos, nos quais sua importância será debatida e haverá o contato direto dos cidadãos com as modalidades que são praticadas no Brasil. Além disso, o Poder Executivo deve se voltar às escolas e faculdades, criando aulas esportivas integradas optativas, torneios e o melhoramento dos espaços, para que os estudantes tenham acesso à uma infra e superestrutura de qualidade, e assim consigam a inclusão social através do esporte.