O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 27/10/2018

Esporte, no dicionário, quer dizer prática metódica, individual ou coletiva, que demande exercício físico com fins de manutenção do condicionamento corporal. Ao retratarmos esse assunto, é preciso ter em mente sua relevância na formação de um cidadão e na socialização do mesmo. Nesse contexto, as atividades desportivas trazem diversos benefícios para os indivíduos, tanto na área de saúde física, quanto na área de saúde psicológica.

De fato, os esportes, principalmente o futebol, são muitos valorizados no Brasil. A cultura futebolista estimula a prática da maioria das crianças, inclusive as de baixa renda, corroborando com a afirmação de Habermas, que incluir não é só trazer para perto, mas crescer junto ao outro, uma vez que, praticando as mesmas atividades as classes interagem entre si desde sua formação. Desse modo, além de ser um elemento importante na formação da identidade nacional, diminui o vandalismo nas escolas, o número de adolescentes em ambientes violentos e, principalmente, o  quadro de obesidade e depressão do país.

No entanto, na sociedade capitalista em que estamos inseridos, tempo é dinheiro. Assim, a População Economicamente Ativa (PEA) passa a maior parte do seu dia trabalhando, geralmente em busca de lucro, sobrando, consequentemente, pouco - senão nenhum - tempo para praticar esportes e descansar. Sendo assim, a sociedade está caminhando para um colapso pois, consoante Émilie Durkheim, a sociedade é como um indivíduo biológico e todas as partes devem agir coesivamente para um, bom funcionamento.

Em suma, é mister que o Ministério da Educação crie políticas obrigatórias de mais horas semanais dedicadas às atividades desportivas exercidas pelos alunos, para os libertarem do confinamento das salas de aula e permitirem a atuação da mente junto ao corpo, melhorando sua capacidade de assimilar informações. Assim, crianças e adolescentes crescerão mais saudáveis, auxiliando nas suas respectivas formações.