O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 29/10/2018
Desde a criação dos Jogos Olímpicos, na Grécia, a importância da prática de exercícios físicos nas sociedades foi introduzida no mundo. Já em 1894, o brasileiro Charles Miller trouxe para o país uma bola de futebol e o conjunto de regras da Inglaterra. Nesse contexto, a prática de esportes era restrita à elite, uma vez que as camadas pobres da população e os negros podiam apenas assistir às partidas. Posteriormente, durante o século XXI, o esporte tornou-se uma importante ferramenta de inclusão social no Brasil, porém, devido a fatores como a falta de estrutura, o preconceito e a falta de apoio, muitos jovens atletas acabam marginalizados. Dessa forma, é imediata a necessidade de mudanças.
É relevante abordar, primeiramente, que segundo a Constituição Federal, é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais. Entretanto, tal investimento não têm sido realizado pelo Estado, senão por meio de poucos projetos como o Segundo Tempo, que tem por objetivo democratizar o acesso à prática e à cultura do esporte, combatendo a alta taxa de evasão escolar e a criminalidade em áreas de vulnerabilidade social. Sendo assim, conforme o secretário João Ghizon, uma criança praticando esportes custaria ao poder público 10 vezes menos que um presidiário.
Outro fator imprescindível, é a atuação do esporte no combate ao preconceito e na possibilidade de ascensão social, como é o caso de vários atletas hoje mundialmente conhecidos. Visto que, a judoca campiã olímpica e mundial brasileira Rafaela Silva, mesmo após enfrentar o racismo e o machismo da sociedade, conseguiu grande destaque internacional e uma significativa mudança de vida, transformando-se em um exemplo para as futuras gerações de atletas advindos de origem humilde.
Torna-se evidente, portanto, que diversas entraves sociais devem ser quebradas para que haja uma real inclusão e mudança através do esporte. Diante disso, cabe ao Poder Executivo a disponibilização de verbas para o fomento de projetos sociais através do Ministério do Esporte. Tais projetos deverão funcionar em âmbito nacional, priorizando a população carente e promovendo o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens, agindo como fator de formação da cidadania e melhoria da qualidade de vida.