O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 29/10/2018

Durante a Era Vargas o esporte foi utilizado para construir a identidade nacional, permitindo a participação de várias etnias para corroborar a ideia de o Brasil ser o país da diversidade. Hodiernamente no país as práticas esportivas constituem, ainda, uma importante ferramenta para a sociedade e são imprescindíveis para promover a inclusão social. Nessa perspectiva, é relevante analisar a importância dessas atividades par a população, bem como os fatores que impedem a efetivação dessa inclusão na prática.

É indubitável que a esfera política representa, diversas vezes, um entrave para que a inclusão social por meio do esporte seja alcançada. Segundo Aristóteles, a política deve, por meio da ética, garantir o equilíbrio da sociedade. Por esse aspecto, a ausência de investimentos governamentais que visem a ampliação de práticas esportivas, especialmente nas regiões mais pobres do país, corrobora a marginalização da população dessas localidades, o que evidencia um impasse para a obtenção da isonomia nacional.

Faz-se mister, ainda, salientar a importância do esporte para a inclusão de pessoas portadoras de deficiência física. De acordo com o artigo 5 da Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Dessa forma, a participação de indivíduos com necessidades especiais no esporte é um fator preponderante para se garantir uma maior participação social dessa parcela da população e efetivar o preceito normativo existente.

Medidas são necessárias, portanto, para alterar esse cenário nefasto e ampliar a participação de uma parcela marginalizada da população na esfera social da contemporaneidade. Destarte, urge que o Ministério do Esporte aumente a inclusão de indivíduos por intermédio de práticas esportivas, por meio da implementação de maiores recursos na criação de campeonatos e atividades lúdicas gratuitas em regiões pobres, com a participação de professores de educação física, tendo o fito de garantir maior acessibilidade e ascensão social aos participantes. Ademais, é imprescindível a participação de ONGs para o desenvolvimento de atividades físicas que incluam pessoas portadoras de necessidades especiais e, assim, será possível constituir uma sociedade mais justa e que siga de maneira mais efetiva as prerrogativas de isonomia da Constituição Federal.