O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 30/10/2018
Durante a vigência da Segunda Fase do Modernismo, a chamada ficção de 30, por meio de obras críticas, problematizou aspectos da sociedade brasileira. Tomando este ponto de princípio, como ponto de partida para fundamentar a discussão acerca do esporte como integrador social no Brasil, igualmente vê-se a necessidade, hoje, de tecer uma análise crítica. Nesse sentido, cabe problematizar como o esporte ajuda na vida do indivíduo e esclarecer que este é um integrador social.
Em abordagem inicial, é preciso dizer que o esporte é um agente decisivo para a formação de bons hábitos e bons cidadãos. Desse ângulo, o olhar crítico do segundo tempo modernista atesta a existência de uma realidade a ser problematizada, na medida em que tal atividade é essencial, posto que traz benefícios tanto para saúde quanto para a ética individual e, tudo isso, não é aproveitado no país, pois não se investe como deveria. Aliás, ao analisar o judo, percebe-se o alto nível de respeito, pois, na luta, ao abrir o quimono, o combate é interrompido para arrumar a vestimenta. Dessa forma, torna-se claro o quão benéfico é o esporte, afinal ele é capaz de moldar caráteres, como também ajudar na saúde.
Outrossim, o esporte também funciona como um integrador social, visto que há uma grande parte da população que cresce na sociedade por meio dele. Nesse contexto consolida-se a percepção de Aristóteles. Conforme o pensador, ‘‘É responsabilidade do estado, por meio da política garantir o bem-estar social’’. Á luz dessa ideia, torna-se notório que o governo tem a obrigação de criar meios para ajudar a população e, nesse caso, incentivar e promover a pratica de esportes, uma vez que tal atividade é um dos caminhos para se ascender socialmente.
Sendo assim, urgem medidas para reverter esse cenário. Para isso, o Ministério da Educação dever disseminar a importância do esporte nas escolas, por meio de aulas e palestras, a fim de atrair pessoas novas para essa área. De modo complementar o Ministério dos Esportes deve liberar verbas para projetos esportivos, por intermédio do governo federal, visando alcançar o maior número de indivíduos nesse meio. Feitas essas ações, espera-se consolidar o esporte como integrador social, de modo a concretizar tal questão da lista de críticas tecidas pela ficção 30.