O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 31/10/2018
A relevância esportiva, no meio social, existe desde a Grécia Antiga com o advento das Olimpíadas. Nesse viés, observa-se que, na contemporaneidade, o esporte representa o alicerce para desviar crianças e jovens de riscos sociais. Entretanto, o insuficiente apoio nacional desestimula a construção de uma sociedade mais inclusiva. Com isso, urge refutar os fatores envolvidos, como o deficiente investimento público em simetria com a falta de destaque legislativo, a fim de promover bases sólidas para a inclusão social oriunda do esporte brasileiro.
Em primeira instância, destaca-se o corte financeiro como motor que retrocede a oportunidade de jovens potenciais ascender socialmente. Segundo o Ministério da Esporte, o Governo Temer propôs redução de 87% do orçamento para 2018, quando comparado ao ano de 2017. Nesse ínterim, programas como Projeto Clube Cidadão, em São Paulo, são prejudicados, pois não conseguem manter as bolsas de incentivo aos atletas que comprovam a frequência escolar. Diante desse quadro, os alunos antes beneficiados recorrem a fontes financeiras alternativas como o tráfico, o que provoca o abandono das atividades esportivas e a evasão escolar devido a falta de condições de sobrevivência. Logo, o investimento é imprescindível para a inclusão de vulneráveis.
Paralelamente a isso, sobressai o desconhecimento legislativo como causa para o lento caminhar do aparato esportivo brasileiro. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada, de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Consoante ao filósofo, a invisibilidade da Lei de Incentivo ao Esporte rompe com essa harmonia, haja vista que apesar da existência da lei que permite que parte do imposto de renda das empresas seja destinada ao setor esportivo, os empresários deixam de realizar o benefício à sociedade por desprovimento de informações sobre tal assunto. Portanto, evidencia-se tornar visível a fundamentação judiciária no setor privado.
Destarte, entende-se que a inclusão social associada ao esporte enfrenta os cortes públicos somados ao obscurantismo legislativo na sociedade brasileira. Assim, emerge-se imperativo que o Ministério do Esporte, por meio de reivindicações, comova o Congresso Nacional para que aumente o orçamento aprovado para o próximo ano, a fim de promover o acesso à “bolsa atleta” para os jovens. Ademais, competem ás secretárias de esporte municipais, a divulgação da Lei de Incentivo ao Esporte, por meio de cartazes distribuídos nos estabelecimentos comerciais, com o fito de estimular o repasse ao setor esportivo previsto em lei. Desse modo, o esporte nacional apresentará estrutura mais contundente para promover menor distanciamento social entre as classes do século XXI.