O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 31/10/2018
É possível afirmar que o esporte existe desde os primórdios da humanidade e ganhou um destaque ainda maior quando, em 776 a.c, na Grécia, surgiram os Jogos Olímpicos. Com o passar do tempo, em várias partes do mundo, diferentes práticas esportivas foram utilizadas para a inclusão, ascensão social e o desenvolvimentos das habilidades dos praticantes. Entretanto, o esporte inclusivo ainda enfrenta desafios no Brasil, como o desinteresse governamental e a baixa popularidade das Paralimpíadas.
Em primeiro lugar, é preciso considerar que a primeira participação do país nos Jogos Paralímpicos aconteceu apenas em 1972. Desde então, tais jogos sofrem com a crise e falta de patrocínio, ao passo que os gastos com os jogos convencionais giraram em torno de 39 bilhões de reais em 2016, segundo pesquisas divulgadas pelo site G1. Além disso, há falta de interesse do governo no que diz respeito a formação de atletas portadores de necessidades especiais, assim como a de garantir locais adequados e adaptados às práticas. Esse necessário vulnerabiliza essa parcela populacional e torna o esporte um tipo de meritocracia excludente.
Em segundo lugar, é válido ressaltar que milhões de brasileiros acompanharam os Jogos Olímpicos, porém apenas 20% dos ingressos para as Paralimpíadas foram vendidos, de acordo com o site Agência Brasil. Sendo assim, percebe-se uma industrialização dos esportes convencionais, visto que geram retorno financeiro muito maior, o que não acontece com os alternativos, já que possuem baixa popularidade e audiência. Aliado a isso, está o preconceito da população, visto que, o Brasil, é um país que, historicamente, marginaliza as minorias. Logo, medidas devem ser realizadas para a reversão da situação.
Diante dos fatos supracitados, é necessário que o Ministério do Esporte elabore projetos de lei que forneçam mais investimentos e recursos aos atletas paralímpicos, por meio da arrecadação de impostos realizada pela Receita Federal, para que consigam desenvolver suas habilidades ao máximo. É importante também, que o Ministério da Educação incentive a práticas de tais esportes em escolas, com a institucionalizam de disciplinas que tratem do tema e do desenvolvimento de práticas por professores de educação física, com o intuito de despertar o interesse por jogos paralímpicos ainda na infância e popularizar seus lemas. Assim, espera-se que, em um futuro próximo, o esporte brasileiro esteja entre os mais inclusivos do mundo.