O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 03/11/2018
No Brasil contemporâneo, o esporte se mostra como um excelente meio de inclusão social. No entanto, os raros investimentos e a dificuldade de tornar-se profissional são as principais barreiras encontradas pelos jovens. Logo, urgem ações do Estado e da sociedade civil que visem ao enfretamento dessa questão.
Nesse contexto, é importante pontuar, de início, que a conquista de patrocínio é o principal impulsionador das carreiras de jovens promessas, porém é bastante difícil, seja privada seja governamental. Logicamente, a formação de um atleta é bastante cara, porque necessita de acompanhamentos criteriosos, tanto médicos e nutricionais quanto técnicos. Dessa forma, fica notório que o Estado deve assumir essa responsabilidade, pois o esporte é muito importante para a formação dos cidadãos e, sobretudo, sua inclusão no meio social.
Com efeito, é substantivo destacar, ainda, que os atletas de alto rendimento saem da situação de anonimato para a de estrelato em pouco tempo, bastando apenas uma boa performance, o que faz muitos jovens vislumbrarem a sua sustentação financeira no esporte. Todavia, a maioria não consegue tornar-se profissional, o que pode causar angústia e, até mesmo, depressão. Outrossim, sabe-se que a formação dos atletas ocorrem, geralmente, nas instituições esportivas, como os clubes de futebol, os quais, em sua maioria, não têm estrutura educacional para preparar os atletas além das atividades esportivas, o que faz os jovens ficarem às margens caso não consigam profissionalizar-se.
Portanto, é mister que o Estado, por meio do Ministério do Esporte, patrocine os atletas com bolsas que lhes garantam uma condição financeira adequada para realizarem suas atividades, a fim de impulsionar a inclusão social pelo esporte. Às instituições esportivas, por intermédio de empréstimos de bancos estatais, cabe uma reestruturação nos seus complexos, implantando ensino médio e técnico, com o fito de que os jovens sejam preparados para serem absorvidos no mercado de trabalho caso não consigam a profissionalização.