O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 09/04/2019
Muito se discute acerca da desigualdade social como pilar do retrocesso de uma nação. Essa controvérsia torna-se mais relevante quando se expõe a inserção social por meio do esporte no Brasil. Nesse cenário, nota-se a expansão do desequilíbrio na sociedade como consequência de uma ‘’era liberalista’’. O esporte como ferramenta de inclusão, portanto, apresenta como fator indispensável para o desenvolvimento perante uma comunidade globalizada.
Zygmunt Bauman, em ‘‘Globalização: consequências humanas’’, argumenta que a ‘‘globalização neoliberal’’ se fortaleceu nos anos 1970, ampliando a concentração de renda, desigualdade social e guerras. Diante desse fato, Luka Modric, refugiado após a Guerra da Croácia (1993-1995), se torna exemplo de superação, em 2018 eleito o melhor jogador de futebol da Copa do Mundo da FIFA. Tal fator, corrobora que a inclusão pela via exportava é um caminho indispensável para atenuar preconceitos e garantir o reconhecimento humano de pessoas que sofrem das consequências desumanas da globalização.
Somado a isso, o geógrafo anglo-saxão David Harvey, ratifica a noção do desequilíbrio social como consequência da busca desenfreada por lucros omitindo as necessidades sociais como esporte, lazer e cultura. N’golo Kanté, futebolista francês, filho de pais refugiados do Mali, catava lixo em 1998 com apenas sete anos de idade, atualmente é símbolo de inclusão social condicionada pelo esporte, sendo Campeão Mundial de Futebol em 2018. Esse exemplo evidencia a importância de se respeitar os direitos humanos e também o esporte como mecanismo de aceitação social.
Com o intuito de diminuir as desigualdades sociais no Brasil, é indispensável que as políticas públicas no esporte sejam consolidadas na sociedade. É adequado que sejam realizados projetos sociais, principalmente em comunidade carentes, que envolvam o esporte e a educação em prol de um espaço social. Tais desígnios podem ser promovidos pelo Ministério do Esporte em pareceria com o terceiro setor, isentando-os do fisco, fomentando a ação de institutos que visam a inclusão na sociedade por meio do esporte, como por exemplo o Instituto Neymar. Dessa forma, o cidadão se distanciará dos impactos da globalização e haverá o progresso sustentável da nação.