O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 10/05/2019

A Constituição Brasileira, promulgada em 5 de outubro de 1988, garante, em seu terceiro artigo, que a desigualdade social deve ser reduzida. Para que se alcance tal desejo constitucional, há um trunfo: a possibilidade de inclusão social através do esporte, a qual é uma excelente ferramenta de integração cidadã no Brasil. Porém, ela enfrenta terríveis complicações enraizadas na sociedade, como a pobreza e a precarização da educação, as quais devem ser debatidas.

Mormente, é mister destacar a diferença de classes à discussão. Segundo Karl Marx, filósofo socialista, o povo é dividido em dois patamares: o inferior vive do trabalho, sendo a maioria na miséria, e o superior é formado por aqueles que detém os meios de produção e possuem total poder aquisitivo. Estes estão inseridos no alto corpo social, econômico e político da Nação Brasileira, enquanto os mais pobres estão limitados às oportunidades, tendo o esporte como um dos únicos caminhos para a saída da marginalização. Dessa forma, evidencia-se que a prática desportiva é uma das poucas alternativas de elevação social vigente e efetiva nas comunidades e deve ser mais difundida atualmente.

Outrossim, a negligência educacional caracteriza-se como agente problematizador do assunto. Para Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas, mudam o mundo. Entretanto, quando ela não é de boa qualidade, não promove a mudança necessária, assim como acontece nas escolas públicas do Brasil: estudantes de baixa renda não possuem as mesmas expectativas em detrimento dos que estudam em instituições de ensino particulares,