O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 09/05/2019

Os primeiros registros das Olimpíadas foram encontrados na Greça Antiga, em que os jogos significavam uma forma de celebrar aos deuses dessa civilização politeísta. Atualmente, representa um dos maiores eventos esportivos do mundo, com, aproximadamente, 200 países participantes. Dessa forma, demonstra como o esporte está envolto da sociedade e mediante a isso, pode-se apresentar como meio de inclusão social. Consoante a isso, percebe-se que esse é capaz de promover mudanças sociais que o Brasil precisa, no entanto, a negligência do Estado dificulta essa função do desporte.

Em primeiro lugar, nota-se que o Brasil necessita de meios de inclusão social para coibir as inúmeras mazelas que assolam a nação, como a desigualdade econômica e os preconceitos enraizados, como o racial e o de gênero, que fazem com que muitos não desfrutam de direitos humanos fundamentais. Dessa forma, detecta-se como o esporte pode ser esse mecanismo de inclusão, dado que ao analisar, por exemplo, o Jogos Paraolímpicos, percebe-se que esses oferecem o protagonismo a indivíduos que muitas das vezes foram reféns de ideais discriminatórios e que também estavam à margem econômica do seu país. Assim, observa-se que o desporto é capaz de conduzir uma nova realidade social no Brasil.

Contudo, ao analisar que seis em cada dez unidades públicas de educação básica do país não contam com quadras esportivas, segundo dados do Censo Escolar 2015. Ademais, somado com os atuais cortes direcionado ao Ministério do Esporte, nota-se, desse jeito, um cenário que não vislumbra crescimentos no campo esportivo, conseguintemente, dificulta a inclusão social fomentada por essa prática. Em vista disso, apesar do desporto apresentar como um direito basilar na Constituição Cidadã, o próprio órgão responsável por fomentar essa lei, o Estado, a negligência. Mediante a isso, o governo eco o enigma da modernidade elucidada pelo filósofo Henrique de Lima, em que a civilização é tão avançada em sua razões teóricas e tão indigentes em suas razões éticas. Dessarte, dificulta o crescimento social da sua nação.

Portanto, faz necessário que ONGs -Organizações não Governamentais- venham pressionar o Es-tado, por meio de manifestações que elucidam que o esporte deve ser prioridade das politicas públicas de inclusão social, com objetivo de que, esse exerça a sua função de promovedor do bem estar social e, assim, revogue os cortes direcionandos ao Ministerio do Esporte. Para que esse fomente projetos que vislumbram escolas públicas equipadas com quadras esportivas e a construção de ginásios polies-portivos junto de piscinas olímpicas em áreas periférias das cidades e que adentem as necesssidades do deficiente. Dessa forma, permeti-se- á que o esporte execute mudanças sociais no país.