O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 03/07/2019

Gabriel Jesus foi o atacante da seleção brasileira durante a copa de 2018. Nesse período, ele ficou conhecido por uma foto na qual aparecia pintando as ruas para a copa de 2014, nesse contexto, ele era morador da periferia de São Paulo. Destarte, o esporte mostra-se como uma importante ferramenta de ascensão social, tornando-se necessária a análise do seu papel como forma de inclusão social e as formas que ele é aplicado no sistema educacional brasileiro.

A priori, é valido destacar a importância da socialização na infância e como o esporte auxilia esse processo. De acordo com Aristóteles, o homem é um ser social e político, isto é, necessita de se engajar com outros para alcançar seu fim último: a felicidade. Dessarte, visto que o ambiente escolar é um dos primeiros locais para praticar as interações sociais, a educação física mostra-se como um importante aliado no processo de comunicação. A partir da coletividade, de desafios e da competição, os alunos são incentivados à interagirem mais entre si.

Por outro lado, não se pode ignorar as falhas na forma de aplicação dessas atividades. Apesar de a maioria das escolas possuírem professores e aulas de educação física, os esportes escolhidos, muitas vezes, necessitam de habilidades motoras e aptidão física o que, por conseguinte, segrega os alunos que não conseguem ir bem nessas atividades ou possuem algum tipo de restrição para exercê-las. Com isso, esses estudantes acabam rejeitando a pártica esportiva por se tratar de algo traumático.

Fica claro, portanto, a necessidade da utilização dessa ferramenta de inclusão social de forma adequada. Desse modo, o Ministério da Educação deve instituir a necessidade de aplicação de diferentes esportes na matriz curricular brasileira, como xadrez, vólei, jogos virtuais, entre outros. De modo que, o esporte apresente-se como uma ferramenta ainda mais eficiente na formação social. Somente assim, os jovens brasileiros conseguiram chegar mais próximos da finalidade do homem na qual Aristóteles acreditava.