O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 03/07/2019

O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

O esporte estimula não somente as habilidades físicas, mas também o desenvolvimento da disciplina e da perseverança, além de promover a solidariedade e o espírito saudável de competição. Nota-se que, no Brasil, o esporte possui uma imensa popularidade, dessa maneira inúmeros jovens sonham em ser atletas. A partir disso, vê-se a chance de uma vida melhor oferecida pelo esporte às comunidades carentes, rodeadas por inúmeros problemas decorrentes da desigualdade social. Entretanto, a falta de políticas públicas é responsável pelo insucesso na promoção de maior igualdade e oportunidades.

Em primeiro lugar, nota-se o importante papel do esporte no que tange à superação de condições sociais e econômicas desfavorecidas. Dessa maneira, muitos projetos, em sua maioria de redes privadas e ONG’s, estimulam crianças e adolescentes de áreas periféricas a envolverem-se nos esportes, como por exemplo o futebol, promovendo o aprendizado e trazendo esperança ao público que sonha em ter uma melhor qualidade de vida. Junto a isso, esses espaços incentivam a permanência escolar, logo há a diminuição da evasão escolar encontrada nas regiões mais pobres. Diante disso, é perceptível a importância do esporte de modo a diminuir as disparidades sociais.

Além disso, a ausência de políticas públicas e cuidado do Estado quanto ao engajamento do esporte é responsável por perpetuar a marginalização e a desigualdade entre as camadas sociais. Desta maneira, o esporte não é capaz de proporcionar o desenvolvimento sociocultural e econômico, sendo este restrito a poucas instituições privadas que não são capazes de abranger todos os interessados, como também todas as regiões do Brasil. Portanto, é necessária a intervenção estatal em relação ao financiamento e elaboração de projetos voltados ao esporte a fim de promover a inclusão social dos mais carentes.

Em suma, medidas fazem-se necessárias para resolver esta situação. Para tanto, é preciso haver o investimento do Estado. Com isso, deve-se propor a criação de políticas públicas voltadas a criação de centros esportivos nas periferias, de maneira a dispor de professores qualificados e infraestrutura necessária para as mais variadas atividades. Assim, juntamente com as escolas municipais e estaduais, é necessário monitorar a frequência escolar das crianças para evitar a evasão escolar e promover o desenvolvimento sadio entre o esporte e a escola. Dessa maneira, o esporte será capaz de oferecer mais oportunidades as comunidades marginalizadas.