O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 23/07/2019

“Quem não sonhou em ser um jogador de futebol ?” A letra da canção da banda Skank, nos anos 90, já mostrava o amor da juventude brasileira pelo esporte. Hodiernamente, esse sentimento continua sendo motivação para muitos jovens no país. Entretanto, conciliar os interesses do esporte brasileiro com uma  educação que tem lacunas a serem preenchidas, ainda é um entrave na garantia de uma inclusão social justa e igualitária.

Em primeira análise, pode-se ressaltar que os clubes esportistas limitam a maior parte de seus investimentos somente aos atletas que trazem retorno financeiro. Dessa forma, crianças e jovens que possuem certas deficiências são marginalizados no âmbito do esporte, e assim, a qualidade de vida e a integração social desses é negligenciada. A ausência de incentivos dos clubes brasileiros a esses atletas é um exemplo de como o esporte adaptado ainda não é valorizado no Brasil.

É válido considerar, ainda, que o Brasil investe pouco na díade: educação e esporte. No filme “O Lado Cego”, faculdades de renome nos Estados Unidos vão atrás do personagem “Big Mike”, interessados no seu talento pelo futebol em troca de uma bolsa de estudos. No Brasil, grande parte dos esportistas não concluem os estudos, fato este, que está intrinsecamente ligado à educação brasileira. Assim, pode-se perceber que o maior interesse dos alunos pelo esporte, auxilia na defasagem escolar.

Segundo Émile Durkhein, “o homem, mais do que um formador da sociedade, é um produto dela”. Portanto, para que a sociedade tenha como produto uma inclusão social efetiva, os reagentes esporte e educação devem trabalhar em parceria. Para isso, cabe aos setores privados do esporte oferecer maiores investimentos aos atletas com necessidades especiais, de modo que criem times profissionais, a fim de integra-los socialmente e lhes oferecer melhor qualidade de vida. Cabe ainda, ao Ministério da Educação juntamente com a Secretaria do Esporte, incentivar jovens atletas por meio de bolsas em faculdades privadas e criar torneios estudantis onde serão vistos pelos clubes brasileiros. Assim, esses indivíduos terão grandes oportunidades no esporte brasileiro e a educação terá notáveis melhoras em sua qualidade de ensino, visto que os alunos estarão estimulados para concluir a formação acadêmica.