O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 06/08/2019

Na Antiguidade Grega, o papel do esporte tinha por fito, por exemplo, não apenas o da interação da população entre si, mas, também, a interação de outros povos. Pode-se observar, no entanto, que o esporte já era utilizado como meio de inclusão entre diferentes grupos sociais. Sendo assim, rompe-se com tal herança quando nota-se um Brasil inerte para a efetivação dessa ferramenta devido a negligência estatal carretando um forte egocentrismo na sociedade.

A priori, é importante destacar que apesar dos avanços da Constituição Cidadã, promulgada em 1988, com base nos direitos humanos, art. 217, designa ao estado o dever de fomentar a prática do esporte formal e não formal, como direito a todos. Entretanto, tal lei não é vista na prática, uma vez que “o direito de todos” está sendo obtido por poucos, tornando, assim, uma sociedade de excludente e não de includente, sendo o oposto do papel da prática esportiva da antiga Grécia.

Por conseguinte, essa sociedade excludente acarreta um grande individualismo social. Diante disso, percebe-se um intenso comodismo coletivo na população, visto que não é dada uma devida importância para a perpetuação desse ato, com o intuito de tornar o brasil um país mais igualitário. Esse quando faz jus ao conceito “Modernidade Líquida” do Sociólogo Zygmunt Bauman, ou seja, a liquidez e a volatilidade do mundo globalizado, são características que vieram para desorganizar toda esfera da vida social.

Logo, para reverter esse panorama: cabe ao Ministério da Educação, aliado com o Ministério do Esporte levar a cultura esportiva para os centros de ensino - públicos e privados - com a finalidade de reunir todas as classes sociais, o que ocasiona um corpo-social mais altruísta, por meio de jogos interescolares, tanto municipal, quanto nacional. Somente assim, será possível, por fim, igualar a conjuntura brasileira com a grega.