O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 12/09/2019
Gabriel Jesus, jogador da seleção brasileira durante a copa de 2018, tornou-se um exemplo do papel do esporte como fator de inclusão social e superação. Esse fato deveu-se à uma foto, que ficou famosa nas redes sociais, em que mostrava-o pintando as ruas da periferia de São Paulo durante a copa de 2014. Nesse sentido, o esporte mostra-se como uma ferramenta importante para a inclusão social, o que faz necessária a análise dos benefícios dessas atividades para a sociedade e o papel do estado em utiliza-la como uma ferramenta de socialização.
Em primeiro lugar, é válido destacar os pontos positivos que tornam a prática esportiva uma ferramenta de inclusão social. Os benefícios dos jogos vão além de aumentar a qualidade de vida dos jovens, constituem um importante fator socializante, já que estabelecem princípios de coletividade, inclusão e disciplina que devem ser seguidos durante a permanência dos alunos nessas atividades. Ademais, essas práticas tomam o tempo dos jovens, que hoje possuem muitas influências negativas quando estão em períodos ociosos. Segundo Émile Durkheim: as instituições sociais possuem grande importância na criação de uma sociedade com regras e valores bem estabelecidos. Desse modo, as práticas esportivas podem ser uma aliada na formação do corpo social.
Outrossim, cabe apontar o papel do estado na utilização eficaz deste instrumento de inclusão. De acordo com o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda: “o brasileiro é um povo cordial”, Isto é, coloca as emoções acima da razão. Esse fato, pode ser observada nos esportes, pois eles são vistos como uma atividade lúdica e desassociada do seu papel educativo e inclusivo, o que torna os investimentos nessa área julgados como apenas lazer e, por conseguinte, diminui os incentivos à criação de projetos governamentais para a utilização massiva dessa ferramenta.
Fica claro, portanto, a necessidade da utilização do esporte como um aliado na construção de valores e na inclusão social. Desse modo, o Ministério do Esporte deve associar-se à faculdades que possuam o curso de educação física, para que elas cedam estágios para os alunos ensinarem de forma lúdica e informativa os participantes do projeto, concomitantemente o estado deve monitorar o desempenho dos participantes na escola durante a participação no projeto. Com isso, será possível demonstrar o papel educativo do esporte, o que facilitará a criação de novos projetos por conta de um maior apoio da população. Somente assim, teremos uma sociedade com menos violência e com valores sociais sólidos e positivos.