O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 02/10/2019
Na série “Os 13 porquês”, o jovem Justin Foley vê no time de futebol americano de sua escola uma chance para o ajudar a combater o vício em drogas e recebe o apoio de alguns colegas que o incluem em eventos esportivos para incentivá-lo. Fora das telas, essa realidade não é tão distante, visto que constantemente, vê-se casos similares, de pessoas que aliam-se ao esporte para superarem dificuldades. Com isso, é fundamental analisar como a prática esportiva pode transformar a sociedade contribuindo para a inclusão de indivíduos e os principais impasses nesse processo.
Em primeiro lugar, é notório que as atividades esportivas mostram-se como alternativas para a ascensão social. Em 2018, o G1 divulgou que durante a Copa do Mundo, o jogador Gabriel Jesus recebeu homenagens de moradores do morro em que nasceu. Diante disso, constata-se que o jogador conquistou visibilidade social por meio do esporte. Ademais, os projetos de integração social realizados em aglomerações apresentam à crianças e adolescentes novos caminhos e oportunidades por meio do lazer. Caso os programas não sejam efetivados, as chances de envolvimento com o tráfico de drogas e com o mundo criminal aumentam. Entretanto, percebe-se que as autoridades investem pouco nessas áreas intensificando a segregação socioespacial e a desigualdade social.
Outrossim, o esporte permite quebrar paradigmas enraizados no meio social. Há aproximadamente 1 mês, a Record exibiu as Paraolimpíadas e alguns atletas brasileiros portadores de deficiência visual conquistaram medalha de ouro na prova de natação. Isso mostra não somente como o esporte agrega pessoas diferentes, como também coopera para a formação de uma consciência popular pautada em respeito à diversidade, o que retrai ideias preconceituosas. Além do mais, o sentimento de superação proveniente da ação esportiva é capaz de inspirar outros especias e até outras minorias englobando-as de forma igualitária. No entanto, faz-se preciso expandir o reconhecimento e os investimentos no esporte para que o alcance de pessoas seja maior.
Logo, fica claro, que o esporte é uma ferramenta de inclusão e exerce mudanças na população, por isso, faz-se preciso amenizar os problemas ainda vistos. A prióri, o Governo deve investir nas zonas periféricas construindo estruturas quadras de esporte e disponibilizando recursos como bolas, redes entre outros, com o uso do dinheiro público, para que a população marginalizada tenha acesso ao lazer. Além disso, Ongs devem atuar nessas áreas com programas que ofereçam aulas e oficinas esportivas a fim de diminuir as disparidades sociais. Ademais, o Governo deve investir no treinamento dos atletas oferecendo melhores condições disponibilizando uma verba a fim de esses sejam reconhecidos pelo Estado. Quem sabe assim, a problemática possa ser solucionada.