O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 21/09/2019

Neymar Júnior, Rafaela Silva, Daniel Alves. Todos esses anteriormente citados, são casos de pessoas que viviam em situação de pobreza e mudaram suas condições por meio do esporte, sendo esse uma ferramenta de inclusão social. Todavia, mesmo com todo esse poder de mudanças em vidas, o esporte não recebe um investimento significativo e lugares que poderiam ser usados para projetos sociais estão abandonados, fato que dificulta a disseminação do esporte como uma ferramenta tão importante socialmente.

Em uma primeira análise, é importante destacar que projetos sociais esportivos estão muito além da prática de exercícios físicos, eles são uma maneira de inclusão social e referência de cidadania. Nesse seguimento, projetos como: Bola Pra frente e Projeto Esporte Para Todos atuam em áreas de condições de descaso governamental, visto que, na maioria das vezes, essas periferias e favelas são, infelizmente, comandadas pelo crime. Dentro desse contexto, de acordo com o Portal UOL, em 2018, dobrou o número de crianças, de 10 a 12 anos, envolvidas com o tráfico de drogas. Dessa forma, o esporte se faz necessário nessas áreas como uma forma de mostrar uma nova realidade, um novo começo e uma forma de ascensão social longe do crime. Entretanto, as políticas públicas existentes não são o suficiente, pois faltam investimentos.

Nessa mesma perspectiva, a falta da valorização, por parte do Governo, de projetos socio-esportivos são presentes na realidade brasileira. Por exemplo, depois dos Jogos Olímpicos em 2016, a Vila Olímpica está abandona, de acordo com o Globo Esporte, sendo que poderia estar sendo utilizada para projetos que evitam menores de idade de serem aliciados pelo tráfico. Além disso, a falta de investimento financeiro e o desconhecimento de muitos esportes são um problema, já que, impede a expansão de projetos que não coloquem o futebol como a principal forma de ascensão social. Logo, intervenções são necessárias para a problemática.

Fica claro, portanto, que uma ação conjunta entre o Governo Federal e a mídia são imprescindíveis para o esporte continuar atuando como uma forma de inclusão social no Brasil. O primeiro deve criar um projeto social com envolvimento do esporte em território nacional com jovens em situação de pobreza, por meio da contratação de profissionais de educação física e a utilização de Estádios feitos para a Copa do Mundo em 2014 e da Vila Olímpica, para assim incentivar um novo começo a esses menores. Ademais, a mídia deve tornar conhecido e valorizado outros esportes, dando espaço a eles em programas como o Globo Esporte. Logo, mais nomes como o de Rafaela Silva e tantos outros jogadores de futebol serão um legado e o significado de esperança a tantos outros jovens.