O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 27/09/2019

No limiar do século XXI, é mister encarar que, no Brasil, o esporte é uma ferramenta poderosa na luta pela inclusão social. Além de um dos principais meio de entretenimento, o esporte é um poderoso mecanismo de inclusão social, capaz de mudar vidas. No entanto, é notório a falta de incentivo público e, até mesmo, da sociedade em relação a determinadas práticas esportiva. Isso, contribui para que o Brasil seja reconhecido como, apenas, o país do futebol.

Em primeira análise deve-se evidenciar que, a educação pública brasileira é precária, o que dificulta a ascensão social do indivíduo. Concomitante a isso, em um país onde a educação brasileira de qualidade é para uma minoria seleta, o esporte surge como uma oportunidade de dar ao indivíduo uma vida mais digna. Isso ocorre mais comumente no futebol masculino, e são  personalidades como Pelé, Neymar e Daniel Alves que evidenciam essa contribuição do esporte na vida de pessoas marginalizadas socialmente.

Outro fator imprescindível é o Brasil ser, constantemente, associado ao estereótipo de país do futebol, o que acarreta na diminuição de investimentos em outras modalidades de esporte. Verifica-se que, a prática de esportes no país é pouco acessível à parcela periférica do país e, com o fito de ser um instrumento de inclusão social, é necessário equipar e ampliar as áreas de lazer, visto que isso é um direito social do cidadão, segundo o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, e deve ser garantido pelo Estado.

Com essas constatações, fica evidente a questão do esporte como mecanismo de inclusão social. Portanto, cabe aos Órgão Competentes, como o Governo Federal, em parceria com as secretarias municipais, ampliar a rede de acesso da população carente às áreas de lazer, implementando academias comunitárias dentro das comunidades e bairros carentes, contratando professores de educação física e esportiva para atender à todas as faixas etárias. Isso não anula a educação formal na vida das crianças e adolescentes e sim agrega  pois, segundo Paulo Freire, a educação não muda o mundo, muda pessoas, essas transformam o mundo.