O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 28/09/2019

De acordo com o Ex-Presidente da Africa do Sul Nelson Mandela, o esporte tem a força de mudar o mundo. Essa visão embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, quando analisada a questão do incentivo ao esporte como forma de inclusão social. Isso ocorre ora pela falta de atenção dada pelas famílias na prática do esporte estudantil, ora pela pouca ação do governo no crescimento dessa área. Assim, há de serem analisados tais fatores, para que se possa liquidar esse problema de cunho social, que assombra o século XXI.

Sob esse viés, pontua-se a falta de atenção dada pela sociedade, na formação de novos atletas mirins, como um empecilho à consolidação de uma solução. Desde a Grécia antiga, os jogos olímpicos são realizados para promover à amizade e a integração entre povos. Nesse contexto, a importância de se promover competições esportivas nas escolas e dar visibilidade ao esporte, vai além da realização da atividade física. Isso por que, de acordo com o portal de notícias G1, os jovens que praticam esportes têm melhores resultados intelectuais e sociais do que os que não praticam. Logo, a falta de apoio familiar e incentivo a prática de esporte, prejudicam a formação das crianças, podendo ser mais grave, quando analisado a questão dos jovens de periferias que, por falta de oportunidade no esporte, são alvos fáceis de criminosos aliciadores de menores, ao mundo do crime.

Do mesmo modo, destaca-se a falta de ação do governo como um fator limitante para chegar à raiz do problema. Em princípio, ao se analisar  o incentivo ao esporte, nos Estados Unidos, percebe-se que o aluno tem diversas modalidades esportivas a disposição, porém é preciso manter as notas na média para ser um atleta estudantil. Contrariamente, no Brasil, os investimentos em projetos de inclusão pelo esporte não encontram espaço político necessário. Esse panorama, se evidência, por exemplo, quando observada a questão da falta de competições interescolares, incentivo a criação de equipes nas escolas e estrutura para desenvolver o jovem atleta. Em virtude disso, o esporte estudantil não tem visibilidade, e as crianças brasileiras ficam sem o incentivo do esporte, para continuar seus estudos.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É fundamental, em vista disso, que o Ministério da Educação, em parceria com a Federação desportiva, proporcione a criação de leis, a serem aprovadas pelo Senado, que obriguem a criação de centros esportivos nos municípios. Esses centros serão usados em treinos e competições entre escolas, com o intuito de  promover a visibilidade social, incentivar a prática esportiva de jovens e a criação de equipes escolares - as equipes só vão aceitar alunos com notas acima da média, para que possa também, incentivar o estudo. Só assim, o mundo será mudado através do esporte como dito por Nelson Mandela.