O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 02/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a inclusão social pelo esporte apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de ação do governo, quanto da falta de apoio familiar. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Precipuamente, é fulcral pontuar que a pouca efetividade do esporte, na inclusão social, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, na realização da integração estudantil, por meio de jogos interescolares e estrutura para a inclusão social de alunos com deficiência nas escolas. Em consequência, o esporte não é usado de modo eficiente na formação do aluno, pois, não é dada visibilidade a essa ferramenta que é tão importante na inclusão. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente. Ademais, é imperativo ressaltar a falta de incentivo familiar como promotor do problema. De acordo com uma pesquisa publicada no portal de notícias G1, 88% dos jovens que praticam algum esporte apresentam melhoras no comportamento social e no intelectual. Partindo desse pressuposto, o esporte não pode ser visto como um contratempo pela família, ao raciocinar que, o trabalho intelectual se dá apenas por meio de estudo teórico, assim, o esporte tem grande importância na formação social do individuo que, por meio desse mecanismo, se torna mais sensível aos problemas sociais. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a família contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, em vista disso, que o Ministério da Educação, em parceria com a Federação Desportiva, proporcione a criação de leis, a serem aprovadas pelo Senado, que obriguem a criação de centros esportivos no municípios. Esses centros terão professores, estrutura destinada a inclusão social de deficientes e será usado, também, em competições entre escolas, com intuito de promover a visibilidade social, incentivar a prática esportiva entre os jovens e a criação de equipes escolares em cada escola -essas equipes só aceitaram a entrada de alunos com nota superior a média, para que incentive-os a manter estudando-. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da falta de inclusão social, e a coletividade alcançará a Utopia de More.