O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 08/10/2019
As primeiras manifestações consideradas como esportivas surgiram na Grécia, através dos Jogos Olímpicos da Antiguidade em homenagem a Zeus. Nos dias atuais, os Jogos Olímpicos permanecem acontecendo à cada quatro anos e disseminando o esporte para diversas áreas do mundo. Dessa forma, a partir do esporte diversas pessoas conseguem uma ascensão social para a família e ainda a inclusão social de deficientes físicos.
Primeiramente, é visto que indivíduos moradores de locais marginalizados da sociedade e com poucos recursos financeiros, desde que não possuam um apoio moral e educacional, podem optar pela maneira “mais fácil” de mudarem de vida, recorrendo assim, a criminalidade. Entretanto, como foi dito pelo escritor George Orwell “O esporte é uma guerra sem armas”, que luta contra situações como essa, dando oportunidade a todos de participar de diferentes modalidades a fim de que através da prática esportiva consigam uma ascensão social benéfica tanto para o praticante, como para seus familiares. Outrossim, além da questão social, o esporte também abrange a melhora da autoestima e do posicionamento de deficientes físicos na sociedade. Afinal, é notório na sociedade a presença de pessoas que ao se tornarem deficientes acabam se distanciando por medo do julgamento por não se encaixarem o estereótipo atual. Fato evidenciado por diversos atletas paraolímpicos brasileiros, como é o caso de Leonardo Fernandes, um atleta de Jui-Jitsu que relata ter conseguido sair da depressão após passar pela amputação de uma perna e atualmente, graças ao esporte, conseguiu alcançar suas realizações pessoais.
Então, para que o esporte continue sendo usado como ferramenta de inclusão não só para alguns, mas para toda a sociedade, cabe ao Ministério do Esporte em conjunto com o Estado, disponibilizar em todas as comunidades academias e centros esportivos disponíveis para todos, com o objetivo de ampliar as oportunidades para àqueles que não possuem condições financeiras. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde disseminar através de cartilhas ou por meio da mídia, o quão importante é o esporte paraolímpico para a vida dos que praticam, visando a maior adesão por parte desse público. Assim, o esporte poderá alcançar cada vez mais pessoas e melhorar a vida de todos.