O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 05/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que o processo de inclusão social apresenta barreiras, que podem ser vencidas por meio do esporte, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de políticas eficientes no uso do esporte como ferramenta de inclusão, quanto da falta de apoio familiar de jovens no esporte. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a pouca efetividade do esporte na inclusão social deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que promovam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, na estruturação das escolas para inclusão de deficientes físicos ao esporte. Em consequência, os deficientes físicos acabam sendo excluídos das atividades esportivas, algo tão importante no processo de inclusão com o resto da turma e da formação do indivíduo, quanto a sensibilidade com o outro ser humano. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de apoio familiar como promotor do problema. De acordo com uma pesquisa publicada no portal de notícias G1, 65% dos pais erram ao pensar que, o esporte não participa da formação intelectual e social da criança, e por isso não é prioridade. Partindo desse pressuposto, o esporte é visto como um contra tempo pela família, ao imaginar que a formação do indivíduo se dá apenas por meio dos estudos, assim, impedem que as crianças deem prioridade ao esporte, o que leva ao aumento de casos de obesidade infantil no país e corrobora com a construção do individualismo social, pela falta de interação com o outro. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que esse consenso de ideias contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, que o Ministério da Educação proporcione a criação de leis, a serem aprovadas pelo Senado, que obriguem a criação de centros esportivos nos municípios. Esses centros terão estruturas destinadas a inclusão de deficientes e será usado, também, em competições interescolares que incentivarão a presença dos país, com intuito de mudar o pensamento em relação ao esporte, promover a sociabilidade, a sensibilidade entre os alunos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da falta de inclusão social, e a coletividade alcançará a Utopia de More.