O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 13/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retrata um sociedade perfeita, no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o esporte não é utilizado como uma ferramenta de inclusão social. Esse senário antagônico é fruto tanto da falta de investimentos nessa área, quanto a escassez de incentivos a pratica de esporte. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é importante destacar que aplicações em prol do esporte previnem a marginalização de crianças e adolescentes. Segundo um levantamento realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização das Nações Unidas, aproximadamente 66% dos menores brasileiros vivem em situação de pobreza atualmente. Logo, a privação de direitos básicos e a ausência de responsabilidade são a porta de entrada para situações perigosas como a experimentação de drogas e a vulnerabilidade ao mundo do crime. No entanto durante as atividades esportivas os indivíduos se encontram em um ambiente de grupo saudável, isso reduz o risco de praticas nocivas a si e aos outros.

Em segunda análise, é imperativo ressaltar que o esporte deve ser visto com um facilitador indireto para a integração social. Acerca dessa premissa, é possível apontar as obras bilionárias do Estado para a Copa do Mundo e Olimpíadas, que hoje trazem pouco ou nenhum retorno, um exemplo disso é o parque radical de Dourados, que foi abandona pelo poder público. Contudo, se a prática esportiva fosse mais estimulada, isso certamente traria uma série de benefícios que favorecem a inclusão, como a geração de empregos, circulação de pessoas, turismo e segurança. Portanto, um direcionamento coerente de recurso pode fazer esse potencial florescer.

Destarte, urge esforços do Estado para reverter a situação. Com a finalidade de mitigar a não utilização do esporte como ferramenta de inclusão social, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio das prefeituras municipais, será revertido para os esportes populares, através da construção de campos de futebol, quadras de vôlei, futsal, basquete e pistas de skate. Ademais, após tal ação, as prefeituras devem organizar campeonatos com premiações e incentivar as pessoas a competirem, além disso elas vão escolher os melhores atletas para tentar uma carreira no esporte. Dessarte, a inclusão social acontecerá com a geração de empregos para organizadores dos campeonatos e aos que seguirem para o profissional.