O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 14/10/2019
O filme “Um sonho impossível”, lançado em 2010, retrata a vida de Michael Oher, um jovem negro, filho de mãe viciada em drogas e sem lugar para morar, que encontra no esporte uma possiblidade de mudar de vida e, por fim, se torna um famoso jogador de futebol americano. Análogo a isso, muitos brasileiros, usam o esporte como importante aliado na integração social, consequência direta da desigualdade de direitos no país. Assim, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da sociedade.
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que a prática esportiva ajuda muitos jovens e crianças a saírem de situações vulneráveis como o porte ilegal de armas, evasão escolar e contato com drogas. A exemplo, pode-se mencionar o Projeto Nadando na Frente, que trabalha com crianças de baixa renda no interior de São Paulo e, por meio do esporte, muda a percepção de vida e eventuais atitudes negativas dos jovens. Contudo, não são todas localidades do Brasil que oferecem as mesmas oportunidades, visto que em determinadas áreas não existe quadra de esporte ou professores voltados para essa questão o que, por sua vez, rompe com a Constituição Brasileira de 1988, que garante à todos bem-estar social. Diante disso, é evidente a necessidade de mais investimentos na área da Educação Física no país.
Outrossim, é necessário salientar que o esporte também ajuda na integração social das pessoas com deficiência. A respeito disso, sabe-se que, durante o século XlX, a ciência criou o conceito de determinismo biológico, utilizado para legitimar o discurso discriminatório de inferioridade de grupos minoritários. Nesse contexto, os deficientes eram vistos como impossibilitados de realizar atividades físicas. No entanto, hodiernamente, devido ao aumento de estudos voltados para essa área e o esforço dessas pessoas houve a inclusão dos deficientes no esporte. Prova disso, foram as Paraolimpíadas Rio 2016, em que portadores de necessidades especiais conquistaram 76 medalhas para o Brasil. Sendo assim, ampliar esse acesso é fundamental para qualidade de vida das minorias.
Infere-se, portanto, a necessidade de medidas que solucionem o problema vigente. Dessa forma, o Governo Federal, em parceria com o governo municipal, devem criar projetos esportivos que beneficiem mais cidades e, por conseguinte, um maior número de cidadãos, por meio de contrato de professores de Educação Física e construção de quadras e outros locais de prática de esportes, com o intuito de democratizar a atividade. Somado a isso, o Ministério do Esporte deve promover estudos voltados para adaptar um maior número de esporte aos deficientes físicos, através de investimentos na área a fim de oportunizar a todos os cidadãos o contato com essas atividades.