O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 24/10/2019
Na Grécia Antiga, originou-se os Jogos Olímpicos que tinha como viés a prática das olimpíadas com cunho religioso e esportivo. Desde então, as atividades esportivas tiveram sua apresentação ao mundo. Dessa forma, o esporte tornou-se consolidado ao longo do tempo como um grande potencial para transformação social. Entretanto, no que tange o esporte como ferramenta de inclusão no Brasil, há fatores que solidificam a falta de assistência do poder público, cujos efeitos acabam contribuindo com o enfraquecimento de politicas ao incentivo dessas atividades.
A princípio, é relevante ressaltar que em um país como o Brasil, severamente marcado pelo abismo entre classes, o esporte pode ser visto como caminho para ascensão social. Tendo como exemplo, Robson Conceição e Rafaela Silva, atletas que, nas Olimpíadas de 2016, obtiveram destaque por suas performances e tiveram suas vidas, antes marcadas pela miséria e violência, transformadas através da prática esportiva. Ademais, essa prática exige ordem e disciplina, isto é, uma série de virtudes éticas desenvolvidas naqueles que se põem a praticá-la. Desse modo, a constante atividade física desenvolve ainda mais tais habilidades, visto que a virtude, sob a perspectiva aristotélica, não consiste em um ato de bondade isolado, mas sim, no resultado do hábito que nos torna capazes de praticar atos justos.
Outrossim, a prática esportiva é de extrema relevância para a integração de deficientes na sociedade, tendo em vista que, segundo a revista “Istoé”, o surgimento das Paraolimpíadas (versão dos Jogos Olímpicos para atletas portadores de deficiência) deu notoriedade e reconhecimento à essa classe, diminuindo o preconceito e minguando a exclusão desses indivíduos. Ainda que, mesmo com projetos existentes no país, como a Lei de Incentivo ao Esporte, sancionada em 2006, na qual, por meio de incentivos ficais, torna-se possível que empresas contribuam em projetos esportivos, pouco investe-se na área esportiva, limitando, dessa forma, o acesso de todos os indivíduos a tal prática.
Portanto, entende-se que o esporte possui um enorme poder de inclusão social. Para que isso intensifique-se, torna-se necessário que as Secretarias Estaduais de Desenvolvimento, com o apoio da Secretaria do Esporte, incentivem e facilitem a inserção dos indivíduos, principalmente jovens, no universo esportivo. Por meio da criação de complexos poliesportivos, que possuam infraestrutura de qualidade para toda a população, principalmente em áreas periféricas (onde encontram-se os principais afetados pela falta da democratização do acesso ao esporte). Afim de reverter o atual cenário, visando que em um futuro próximo, as mazelas que cercam a sociedade brasileira sejam contidas ou extinguidas.