O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 11/01/2020
Na Grécia Antiga, os Jogos Olímpicos serviam como meio de integração social, pois os homens livres que venciam as diversas modalidades esportivas eram reconhecidos e prestigiados em todo o mundo grego. Paralelo a isso, na atual sociedade brasileira, o esporte é de suma importância, pois retira indivíduos da pobreza e mantém jovens em um âmbito saudável, assim, distantes da criminalidade e do mundo das drogas. Entretanto, a falta de ações governamentais torna os benefícios sociais advindos pelo esporte algo distante para a maior parte da população no país.
Em primeiro lugar, o esporte é uma forma de sustento, pois já retirou vários indivíduos da pobreza, como o Ronaldo Fenômeno, que nasceu na periferia do Rio de Janeiro e hoje se tornou um dos melhores jogadores da nação, disputando sua primeira Copa do Mundo aos dezessete anos. Também, clubes de futebol como o Palmeiras geram uma rentabilidade anual com mais de seiscentos milhões de reais, afirma o Gazeta do Povo. Assim, os diversos praticantes do futebol possuem um padrão de vida adequado.
Ademais, as práticas esportivas podem garantir uma educação de qualidade, pois no mundo existem instituições de ensino que disponibilizam bolsas de estudo para atletas, como a Universidade de Havard, que de acordo com a Times Higher Education está entre as melhores faculdades do mundo. Porém, a falta de divulgação por parte do governo torna esse meio de ingresso ao ensino superior algo pouco conhecido em solo nacional.
Em última análise, a Constituição de 1988 assegura o esporte como direito fundamental do brasileiro. Todavia, a maior parte da população de baixa renda não tem acesso ao desporto e o Estado em sua totalidade não intervém com projetos que integrem o âmbito escolar com práticas esportivas, assim, deixando jovens à mercê da criminalidade. Também em 2019 a bolsa para atletas foi reduzida em 47,5%, afirma o G1.
Mediante ao exposto, é evidente os benefícios sociais do esporte, como retirar pessoas da pobreza e garantir uma educação de qualidade, mas a falta de ações governamentais torna tais auxílios algo pouco conhecido na nação. Assim, o Ministério da Cidadania em junção com empresas privadas devem promover projetos que integrem o esporte a escola, com a renda de impostos e venda de ingressos das diversas modalidades esportivas, para que instituições de ensino tenham uma infraestrutura adequada na formação de novos esportistas. Também o MEC deve propagar as bolsas de estudos para atletas, com propagandas espalhadas nos meios de comunicacão, para que assim, jovens tenham uma educação de qualidade. Com isso, vários adolescentes crescerão com o auxílio do esporte.