O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 28/03/2020
Conforme o pensamento do sociólogo francês, Émile Durkheim, a sociedade é análoga um “Organismo vivo”, constituído por órgãos que interagem entre si. Em contrapartida, de maneira análoga a essa postura moral, prevê-se que a prerrogativa legal encontra-se segregada na efetivação, o que tem crescido de forma exponencial às discussões acerca do esporte com ferramenta de inclusão social no Brasil e somente ações divergentes devem restringir essa problemática. Nessa ótica, mediante à realidade contemporânea, inferem-se dois fatores importantes: a limitada concentração de renda frente à configuração socioespacial e a insuficiência legislativa.
Em primeiro plano, é notório pontuar que o despreparo cívico governamental e sua aplicação sejam um dos mediadores do problema. Prova disso, segundo a pesquisa divulgado pelo jornal O Globo - principal portal de notícias do país, em 2019, constatou-se que 73,2% das escolas públicas do 1º ao 9º nunca frequentaram quadra de esportes. No entanto, diante dessa perspectiva, evidencia-se a fragilidade do Poder Publico em oferecer um sistema econômico eficiente aos indivíduos em escala macroscópica nacional, e a facilidade desse número registrado tornar-se constante, viabilizada por negligência estatal, devido à ausência de fiscalização e administração por parte de órgãos governamentais, como também na propagação e educação esportiva nas Instituições Públicas e Privadas de nível fundamental II e médio, o que tem gerado uma sociedade cada vez menos analítica.
Em segundo plano, nessa assertiva, destaca-se a insuficiência legislativa, que ainda é o vetor ativo desse impasse. Sob essa conjuntura, o filósofo instrumentalista, John Dewey, em sua compreensão sobre o “Pragmatismo moderno”, afirma que as ideias são planos de ação que influenciam e deturpam a realidade social. Nessa lógica, paralelamente a essa corrente filosófica, ações estatais são imprescindíveis para garantir na transposição de obstáculos propiciados pela inércia dos fatos sobre o quadro alarmante.
Portanto, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), como instância máxima dos aspectos educacionais, deve com urgência, adotar estratégias psicopedagógicas para mitigar as dificuldades que segmentam no esporte como ferramenta de inclusão aos alunos brasileiros. Essa ação pode ser feita por meio de palestras didáticas e simpósios ministrados por especialistas no assunto, as quais elucidem a importância de combater tais atos infringíveis à sociedade nacional, com o objetivo de promover criticidade e educação socioesportiva no ambiente escolar. Ademais, com a tentativa de fomentar o “Organismo vivo” proposto por Durkheim, na prática, compete o Governo Federal, aliado ao Poder Legislativo, devem formular leis que ponderam uma atitude mais engajada e coesa aos indivíduo