O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil
Enviada em 01/04/2020
É inegável que o esporte é a ferramenta primordial para a inclusão social no Brasil. A esse fato, faz-se necessário entender que a prática esportiva é histórica, que vem sendo acrescentada nas sociedades desde os tempos de Civilização Grega; por outro lado, a inclusão social, a partir da prática do esporte, é um processo lento que precisa ser implementado em vários aspectos da sociedade, como nas escolas. Portanto, é fundamental englobar a sociedade na busca pela inclusão social no Brasil.
Ao se examinar alguns fatos verifica-se que o esporte vendo sendo atribuído as sociedades desde os tempos de Civilização Grega. Nessa época, a inclusão era deficitária, uma vez que escravos, estrangeiros, mulheres e crianças não podiam participar dos jogos no olimpo. Em razão desse fato, muitas crianças viviam a margem da sociedade e eram excluídas por não terem direito a participação nos jogos olímpicos. Seguramente, essa exclusão prejudica o desenvolvimento cognitivo e social, acarretando consequências individuais e coletivas.
Além disso, uma das formas mais eficazes de incluir indivíduos na sociedade, através do esporte, é na escola. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11,8% da população entre 15 e 17 anos está fora da escola. Isso representa uma evasão escolar muito grande, fruto da falta de estímulo. Com certeza, a incorporação do esporte na escola diminuiria significativamente a evasão escolar e desviaria a situação de vulnerabilidade que se encontra milhares de jovens no Brasil.
Em suma, é imperioso que o esporte seja mecanismo fundamental na inclusão social no Brasil. Imediatamente, é preciso que o Ministério da Cidadania valorize as diferenças sociais, culturais, físicas e emocionais, por meio de programas de incentivos ao esporte, dando acesso aos grupos mais vulnerais da sociedade. Ademais, torna-se essencial que o Ministério da Educação crie mais escola de tempo integral, a fim de dar maior suporte e tempo para trabalhar avaliações cognitivas e esportivas, sendo o currículo atrativo aos jovens. Assim, pode-se-á viver a inclusão de todos.