O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 16/04/2020

Os jogos Olímpicos e Paralímpicos são mais que uma corrida por recordes, medalhas e busca por excelência. Por trás deles está a filosofia do Barão “Pierre de Coubertin”, fundador do movimento olímpico. Como educador, ele viu pros jogos a oportunidade para que os povos desenvolvessem valores, que poderiam ser aplicados não somente ao esporte, mas à educação e à sociedade. A partir dessa questão, é nítido a importância que o esporte tem para conciliar a inclusão social no brasil. Assim, cabe a análise acerca da ferramenta necessária em efetivar a diminuição das pessoas que estão em vulnerabilidade socioeconômica e as consequências por alavancar o nível social popular.       Primeiramente, é importante destacar os utensílios para esse fim. Thomas More, filósofo renascentista do séc. XVI, que representa em muitos aspectos um rompimento com sua época, antecipando os pensamentos iluministas; tinha como convicção que um homem derrotado por um oponente, pode levantar-se novamente. Porém, um homem que entra em conformidade com sua situação, permanecerá para sempre caído. Analogamente a essa questão, a principal ferramenta para se realizar o trabalho de inclusão do indivíduo é feito pelo incentivo popular à pauta esportiva; expondo seus princípios, como foi dito por Coubertin, não deixando-o entrar em submissão.

Consequentemente, vale também destacar os efeitos desse fenômeno. O filme “Um Sonho Possível”, o qual é baseado em uma história real, retrata o cenário caótico de drogas e violência que se encontra um jovem negro de periferia. O clímax da trama se encontra no fato do rapaz, por intermédio do futebol, conseguir superar seu passado e se realizar individualmente. Do mesmo modo, grande parte da sociedade brasileira vive e sofre com a pobreza e exclusão social constante. O esporte é uma oportunidade para que esses cidadães possam destacar-se na sociedade como um todo, não sofrendo mais com a mazela social.

Assim sendo, é mister que o estado tome as devidas atitudes para concluir com a situação. Urge que o Ministério da Economia, órgão responsável por garantir a harmonia econômica, abra novos projetos esportivos para a população pobre do país, por meio de um redirecionamento financeiro para a gestão pública, distribuindo essa verba para todas as comunidades de risco para a construção de quadras, campos e piscinas. E com a colaboração de patrocínios, distribuir pensões para aqueles indivíduos que gostariam de prosseguir na carreira e possuir a acessibilidade facilitada para campeonatos e jogos. Para que assim o ser possa ter o apoio necessário para não entrar em conformidade com a situação (assim como foi dito por More) e tenha a chance de aprimorar sua vida econômica e social - da mesma forma que foi mostrado no filme “um sonho possível”.