O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 03/04/2020

Durante o período denominado “Anos de Chumbo” , o futebol nacional teve sua confederação ocupada por militares, que a fim de propagar os ideais integralistas, utilizaram do Campeonato Brasileiro. Entretanto, movimentos como o chamado “Democracia Corintiana”, contribuíram para que o esporte deixasse de ser um instrumento de opressão, de forma que, na presente sociedade, marcada pela desigualdade de oportunidade e pela negligência governamental com minorias, o esporte assuma a forma de ferramenta de inclusão social, a medida que proporciona realidades alternativas nos âmbitos socioculturais do Brasil.

Evidencia-se que, grupos socialmente e economicamente à margem da sociedade, como moradores de comunidades e portadores de deficiências, são os que mais carecem de políticas públicas. Todavia, programas sociais não vinculados ao governo, como o projeto “Capoeira Adaptada”, além de tornar o esporte presente nas periferias, o têm adaptado às necessidades físicas e mentais limitantes, promovendo, assim, maior inclusão social para parte dos brasileiros.

No limiar do contexto socioespacial, eventos como as Olimpíadas e os Jogos Paralímpicos, que consequenciam em investimentos em muitos aspectos, como na estrutura urbana, representam uma alternativa de reintegração para crianças e adultos. Tal afirmação deve-se ao fato de que, de acordo com a revista Galileu, a maior parte dos atletas brasileiros vieram de periferias, sendo eles, portanto, um exemplo de perspectiva a ser seguido por parte dos brasileiros.

Em suma, ações expressivas do governo são necessárias para fortalecer o caráter inclusivo das práticas esportivas. Logo, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Cidadania, cumprir o art. 5 da Constituição, incentivando fiscalmente tais projetos, bem como construindo centros esportivos adaptados para deficientes físicos e mentais, a fim de seguir as premissas de saúde, educação, lazer e infância. Assim, o esporte no Brasil poderá reafirmar-se como não passivo de opressões de quaisquer naturezas.