O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Enviada em 05/04/2020

No filme “Coach Carte - Treino para vida”,narra-se a evolução de um jovem time de basquete -rebelde e desorganizado - após a chegada de um treinador,que impõe regras como: notas boas na escola e comportamento respeitoso.Apesar da resistência inicial o time cresceu e tornou-se vitorioso.Tal obra fictícia,expõe sobre o esporte contribuindo,não somente para o crescimento dos atletas,como também para sua evolução pessoal.Nesse sentido,cabe ressaltar a notoriedade desta atividade na realidade brasileira,que contribui para incentivar as atividades acadêmicas e promover oportunidades aos envolvidos.Apesar de tal prática sofrer com a falta de investimentos.                                                          Em primeira análise, é de extrema importância as atividades desportivas como motivadoras do crescimento acadêmico e social dos abrangidos.Nessa perspectiva , o projeto social - Bom de bola,Bom de escola - foi criado como forma de inclusão,contribuindo para o crescimento cidadão de seus atletas.Sob essa ótica,constata-se que é evidente à relevância desses projetos, em virtude dos avanços que podem proporcionar para amenizar a situação desigual do cenário brasileiro,que conta com uma gigantesca população onde grande parte sofre com a pobreza e não tem acesso a boas oportunidades.No entanto, engajadas em programas de esporte essas camadas conseguem se esquivar de males que as cercam, como a criminalidade e a evasão escolar.                                                   Outrossim, apesar dos benefícios que o esporte pode trazer para a sociedade como um todo, esse ramo tem sofrido pela falta de investimentos. Por esse ângulo, conforme Leandro Carlos,professor da Unicamp, as políticas públicas voltadas para o esporte nunca foram capazes de cobrir todas as necessidades. Nesse viés, no entanto, houveram inúmeros cortes no programa Bolsa Atleta, que já colaborou para descobertas de notáveis esportistas, como Rafaela silva, no fim de 2018 e a redução de patrocínios estatais no início de 2019. Desse modo, com os investimentos diminuindo de maneira progressiva os avanços para inclusão da sociedade estão sendo paralisados.                                               Verifica-se, então, a necessidade de ampliar o esporte no Brasil. Para isso, faz-se imprescindível que a frente parlamentar do esporte - associação suprapartidária de integrantes do poder legislativo que lutam por essa área - pressionem o poder  Executivo a destinar uma maior quantidade de políticas públicas,por meio de protestos na câmara, a fim de ampliar o acesso aos esporte no país e reduzir problemas como criminalidade e evasão escolar.Ademais, o Poder Legislativo, em parceria com o Ministério da Educação, deve fiscalizar as escolas com a finalidade de garantir quadras e equipamentos para realização de esportes.Dessa maneira, existirá mais jovens transformados e vitoriosos como os alunos do “Coach Carter”.